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Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância.

Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio d...

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Hiperatividade é causada por um fator genético, sugere estudo britânico Pesquisadores do País de Gales chegaram à conclusão após analisar 1.413 crianças


LONDRES - O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma doença genética, segundo estudo realizado por cientistas britânicos e publicado na última edição da revista médica The Lancet.
Os pesquisadores do Centro de Neuropsiquiatria Genética e do Departamento de Neurologia e Medicina Psicológica da Universidade de Cardiff, no País de Gales, dizem que o TDAH é um transtorno de desenvolvimento cerebral após analisar 366 crianças com o problema e 1.047 sem.
Os portadores do distúrbio são inquietos, impulsivos e distraídos, enumeram os especialistas, que estimam que uma em cada 50 crianças tenha TDAH. Durante anos, considerou-se que o problema estava na falta de disciplina dada pelos pais ou no consumo de açúcar, apesar de existirem vários fatores que sugerem que ele pode ter um componente genético.
Segundo o levantamento, uma criança que tem um dos pais com TDAH é mais propensa a sofrer dessa condição do que outra cujos pais são saudáveis. O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade não tem cura, mas os sintomas podem ser tratados com medicamentos e terapias para melhorar o comportamento.
Os pesquisadores descobriram que crianças com TDAH têm segmentos duplicados de DNA em comparação com aquelas sem hiperatividade. "Esperamos que esses resultados ajudem a superar o estigma associado ao distúrbio", diz Anita Thapar, principal autora do estudo. Ela recorda que muitas vezes as pessoas atribuem o TDAH à indisciplina por parte dos pais ou a uma dieta pobre.
"Como médica clínica, estava claro para mim que esse não era o caso. Agora podemos dizer que o TDAH é uma doença genética e que o cérebro de crianças com esse transtorno se desenvolve de forma diferente do das outras", completou.
Outra pesquisadora, Kate Langley, afirma que "o TDAH não é causado por uma única alteração genética, mas por uma série de mudanças no DNA que interagem com fatores ambientais ainda não identificados".
Segundo a equipe de especialistas, as descobertas devem ajudar a esclarecer mal entendidos sobre a hiperatividade. "A genética nos permite contar com uma janela da biologia cerebral. No futuro, essas conclusões ajudarão a decifrar a base biológica do TDAH e, por sua vez, a desenvolver tratamentos novos e mais eficazes", conclui Anita. 


Hiperatividade é causada por um fator genético, sugere estudo britânico Pesquisadores do País de Gales chegaram à conclusão após analisar 1.413 crianças


LONDRES - O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma doença genética, segundo estudo realizado por cientistas britânicos e publicado na última edição da revista médica The Lancet.
Os pesquisadores do Centro de Neuropsiquiatria Genética e do Departamento de Neurologia e Medicina Psicológica da Universidade de Cardiff, no País de Gales, dizem que o TDAH é um transtorno de desenvolvimento cerebral após analisar 366 crianças com o problema e 1.047 sem.
Os portadores do distúrbio são inquietos, impulsivos e distraídos, enumeram os especialistas, que estimam que uma em cada 50 crianças tenha TDAH. Durante anos, considerou-se que o problema estava na falta de disciplina dada pelos pais ou no consumo de açúcar, apesar de existirem vários fatores que sugerem que ele pode ter um componente genético.
Segundo o levantamento, uma criança que tem um dos pais com TDAH é mais propensa a sofrer dessa condição do que outra cujos pais são saudáveis. O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade não tem cura, mas os sintomas podem ser tratados com medicamentos e terapias para melhorar o comportamento.
Os pesquisadores descobriram que crianças com TDAH têm segmentos duplicados de DNA em comparação com aquelas sem hiperatividade. "Esperamos que esses resultados ajudem a superar o estigma associado ao distúrbio", diz Anita Thapar, principal autora do estudo. Ela recorda que muitas vezes as pessoas atribuem o TDAH à indisciplina por parte dos pais ou a uma dieta pobre.
"Como médica clínica, estava claro para mim que esse não era o caso. Agora podemos dizer que o TDAH é uma doença genética e que o cérebro de crianças com esse transtorno se desenvolve de forma diferente do das outras", completou.
Outra pesquisadora, Kate Langley, afirma que "o TDAH não é causado por uma única alteração genética, mas por uma série de mudanças no DNA que interagem com fatores ambientais ainda não identificados".
Segundo a equipe de especialistas, as descobertas devem ajudar a esclarecer mal entendidos sobre a hiperatividade. "A genética nos permite contar com uma janela da biologia cerebral. No futuro, essas conclusões ajudarão a decifrar a base biológica do TDAH e, por sua vez, a desenvolver tratamentos novos e mais eficazes", conclui Anita. 


Contaminações por superbactéria no DF aumentam 70% em 2 semanas Total de pacientes infectados passou de 108 para 183 em 17 hospitais públicos e privados


BRASÍLIA - O número de pessoas contaminadas pela bactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) no Distrito Federal (DF) aumentou 69,44% em menos de duas semanas.
Celso Junior/AE
Celso Junior/AE
KPC aumenta o risco de infecção generalizada (sepse)
Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira, 21, pela Secretaria da Saúde do DF, o total passou de 108, no dia 8 de outubro, para 183, em 17 hospitais. Na última sexta-feira, os registros somavam 135 casos.
Dos 183 portadores da KPC, um micro-organismo resistente a antibióticos, 46 tiveram quadro de infecção e 61 continuam internados em hospitais públicos e privados do DF. O número de mortes também aumentou, de 15, na última sexta, para 18.
Na semana passada, a Gerência de Investigação e Prevenção das Infecções da secretaria, responsável pelo levantamento da situação nos hospitais, confirmou 15 mortes relacionadas à infecção, e descartou três casos suspeitos. Na última quarta, o dado foi novamente revisto e foram confirmados 18 óbitos.
A secretaria informou que estão em falta nos hospitais do DF alguns materiais e insumos. O estoque deve ser reabastecido até o fim desta semana, por meio de compra emergencial.
O motivo alegado pelo órgão para a falta do material é que, com o aumento do número de casos de contaminação pela superbactéria, houve uma demanda maior por produtos descartáveis e de higiene, o que levou ao desabastecimento antes que o novo lote de produtos fosse adquirido.
Outra razão é a suspensão, pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, de licitações que incluíam esses produtos. O órgão encontrou inconsistências no modelo padrão de edital usado pelo governo do DF.
O que é uma superbactéria
No organismo humano, naturalmente há uma maior quantidade de bactérias que de células. Se uma pessoa faz uso indiscriminado de antibióticos, acaba matando mais micro-organismos que o necessário para o paciente se curar da doença. Com isso, elimina bactérias inofensivas e restam as mais resistentes, que se proliferam e dão origem a uma linhagem de superbactérias.
Segundo Ana Cristina Gales, professora de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), essa versão de que a resistência bacteriana se dá apenas pelo abuso de antibióticos é simplista. "As razões que levam uma bactéria a driblar a ação dos remédios não são totalmente conhecidas. O abuso do medicamento pode interferir, mas não é o único fator", diz.
Além disso, os antibióticos são levados para o ambiente de diversas formas. Uma das maneiras de os micro-organismos do ambiente terem contato com antibióticos é por meio de dejetos de esgotos de hospitais e da produção da indústria. Outro ponto relevante é o uso dos medicamentos na agricultura e no tratamento de animais.
A superbactéria não provoca nenhum sintoma; o que ela faz é aumentar o risco de infecção generalizada (sepse) e morte do paciente.


Contaminações por superbactéria no DF aumentam 70% em 2 semanas Total de pacientes infectados passou de 108 para 183 em 17 hospitais públicos e privados


BRASÍLIA - O número de pessoas contaminadas pela bactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) no Distrito Federal (DF) aumentou 69,44% em menos de duas semanas.
Celso Junior/AE
Celso Junior/AE
KPC aumenta o risco de infecção generalizada (sepse)
Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira, 21, pela Secretaria da Saúde do DF, o total passou de 108, no dia 8 de outubro, para 183, em 17 hospitais. Na última sexta-feira, os registros somavam 135 casos.
Dos 183 portadores da KPC, um micro-organismo resistente a antibióticos, 46 tiveram quadro de infecção e 61 continuam internados em hospitais públicos e privados do DF. O número de mortes também aumentou, de 15, na última sexta, para 18.
Na semana passada, a Gerência de Investigação e Prevenção das Infecções da secretaria, responsável pelo levantamento da situação nos hospitais, confirmou 15 mortes relacionadas à infecção, e descartou três casos suspeitos. Na última quarta, o dado foi novamente revisto e foram confirmados 18 óbitos.
A secretaria informou que estão em falta nos hospitais do DF alguns materiais e insumos. O estoque deve ser reabastecido até o fim desta semana, por meio de compra emergencial.
O motivo alegado pelo órgão para a falta do material é que, com o aumento do número de casos de contaminação pela superbactéria, houve uma demanda maior por produtos descartáveis e de higiene, o que levou ao desabastecimento antes que o novo lote de produtos fosse adquirido.
Outra razão é a suspensão, pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, de licitações que incluíam esses produtos. O órgão encontrou inconsistências no modelo padrão de edital usado pelo governo do DF.
O que é uma superbactéria
No organismo humano, naturalmente há uma maior quantidade de bactérias que de células. Se uma pessoa faz uso indiscriminado de antibióticos, acaba matando mais micro-organismos que o necessário para o paciente se curar da doença. Com isso, elimina bactérias inofensivas e restam as mais resistentes, que se proliferam e dão origem a uma linhagem de superbactérias.
Segundo Ana Cristina Gales, professora de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), essa versão de que a resistência bacteriana se dá apenas pelo abuso de antibióticos é simplista. "As razões que levam uma bactéria a driblar a ação dos remédios não são totalmente conhecidas. O abuso do medicamento pode interferir, mas não é o único fator", diz.
Além disso, os antibióticos são levados para o ambiente de diversas formas. Uma das maneiras de os micro-organismos do ambiente terem contato com antibióticos é por meio de dejetos de esgotos de hospitais e da produção da indústria. Outro ponto relevante é o uso dos medicamentos na agricultura e no tratamento de animais.
A superbactéria não provoca nenhum sintoma; o que ela faz é aumentar o risco de infecção generalizada (sepse) e morte do paciente.


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