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Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância.

Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio d...

Quem foi Louis Braille?




Quem foi Louis Braille? 

Nasceu a 4 de Janeiro de 1809, numa pequena aldeia Francesa chamada Coupvray. Louis Braille cegou aos três anos de idade, em consequência de um acidente que ocorreu quando brincava com apara de couro na oficina de seu pai. Aos 10 anos de idade ingressou na Escola de Cegos Valentin Hauy, onde se distinguiu pela sua inteligência tendo-se destacado na aprendizagem de órgão, tornando-se organista de profissão. Mais tarde, assumiu a direcção da escola que o acolheu onde veio a leccionar, tendo também iniciado muitos jovens cegos nas lides musicais. Faleceu em 1852, vítima de doença, tendo dedicado toda a sua vida à defesa dos direitos dos cegos, que na altura eram considerados por muitos como um peso morto para a sociedade. 

Como surgiu o sistema de escrita em Braille? 

O sistema de escrita em Braille surgiu a partir da combinação de seis pontos, os quais, utilizados em diferentes posições, permitiram a criação de um alfabeto com caracteres em relevo. Inspirando-se num código, inventado pelo Capitão do exercito francês, Charles Barbier, que o utilizou para comunicar com os seus soldados, em tempo de guerra, consistindo o mesmo código na combinação de traços e de pontos em relevo, a fim de não atrair as atenções do inimigo, Louis Braille concebeu um sistema ao qual foi dado o seu próprio nome. 

Contando com o amor e apoio dos pais, Louis acostumou-se logo à nova situação. Com o auxílio de uma bengalinha, ia à escola, onde demonstrou em pouco tempo inteligência superior aos meninos da sua idade, pois decorava e recitava as lições que ouvia, espantando os professores com a sua inteligência brilhante.

Aos sete anos consegue ingressar na instituição de Valentin Haüy, um homem culto e de nobre coração, que, em 1784, fundara em Paris uma escola para instruir os cegos e prepará-los para a vida. Haüy, apologista das filosofias sensistas - defensoras de que tudo depende dos sentidos -, adapta o alfabeto vulgar, traçado em relevo, a fim de que as letras fossem perceptíveis pelos dedos dos destinatários.

Também, por essa época, Charles Barbier de la Serre, um capitão de artilharia, aperfeiçoava um código através de pontos, que podia ler-se com os dedos e que era usado para velar os segredos das mensagens militares e diplomáticas, a que chamou "escrita noturna" ou "sonografia".

Um encontro com Teresa von Paradise, concertista cega, foi decisivo na sua vida. Teresa idealizara um engenhoso aparelho para ler e compor ao piano, que fascinou Braille. Aprendendo música com ela, tornou-se rapidamente organista e violoncelista. Aos quinze anos foi admitido como organista da Igreja de Santa Ana, em Paris.

Nessa altura seus pais já tinham morrido, assim como o seu grande amigo Haüy, director do Instituto que se transformara no seu lar. Como dedicasse grande parte do seu tempo à educação dos novos alunos, aceitaram-no como professor do Instituto.

Rapaz educado e agradável, era recebido nos melhores salões da época. E foi num desses salões que Braille conheceu Alphonse Thibaud, então conselheiro comercial do governo francês. No meio de uma conversa Thibaud perguntou-lhe porque não tentava criar um método que possibilitasse aos cegos não apenas ler, mas também escrever.

A princípio, Braille irritou-se com a sugestão, pois achava que a tarefa devia caber aos que viam e não a ele. Reconsiderando, começou a admitir a possibilidade de realizá-la, mesmo sendo cego.

Foi então que começou a trabalhar no código de Barbier. Após três anos, o jovem estudioso conseguiu o que queria: o sistema dos pontos em relevo representando letras. A ponta de uma sovela, o mesmo instrumento que lhe tirara a visão, passara a ser o seu instrumento de trabalho.

Geralmente, aponta-se 1825 como o momento em que o jovem aluno inventa o sistema (que mais tarde veio a ter o seu nome).

Todavia, apenas em 1829 publica a primeira edição do trabalho, intitulado "Processo para escrever as palavras, a música e o canto-chão, por meio de pontos, para uso dos cegos e dispostos para eles". Deu-lhe forma definitiva na segunda edição, vinda a lume em 1837.

Este sistema é constituído por seis pontos, em duas filas verticais de três, num total de 63 sinais.

Este processo de leitura e escrita através de pontos em relevo é usado, atualmente, em todo o mundo. Trata-se de um modelo de lógica, de simplicidade e de polivalência, que se adapta a todas as necessidades dos utilizadores, quer nas línguas e em toda a espécie de grafias, quer na música, matemática, física, etc.

Uma desilusão o aguardava: dificilmente o seu sistema seria aceite. O capital empregado pelas escolas nos enormes livros para cegos não permitia que lhes fossem deixados de lado de uma hora para a outra.

Braille, então com vinte anos, começou a ser procurado pelos alunos do Instituto que lhe pediam lições do novo sistema. Estas aulas tinham que ser realizadas às escondidas, mas serviriam - pensava ele - para difundir o método e provar a sua funcionalidade. Braille tentava, ao mesmo tempo, exibir o sistema nos lugares que freqüentava. O máximo que conseguiu foi um ofício, no qual o governo francês agradecia a sua contribuição à Ciência.

 Curiosidades:


Marie Therese von Paradis

De entre os alunos a quem ensinava música havia uma pequena cega, Teresa von Kleinert. O seu talento ao piano era extraordinário, o que animou Braille a ensinar-lhe o seu sistema de pontinhos. Em pouco tempo, Teresa tornou-se concertista de sucesso. Recebida com agrado nos salões da Europa, Teresa difundia, a cada apresentação, o sistema Braille e pela primeira vez os jornais falavam no seu nome, até então desconhecido. A 6 de Janeiro de 1852 Braille morreu, sem chegar a ver reconhecido o seu trabalho. Só dois anos após a sua morte o sistema foi reconhecido oficialmente na França, depois que Teresa se exibiu na Exposição Internacional de Paris. Ao piano, pôde mostrar ao mundo como é que um cego podia aprender a ler e a escrever. Isso tudo, graças a um sistema criado por outro cego.

O Sistema Braille foi uma janela que se abriu no vasto universo da cultura, permitindo que as pessoas cegas nele pudessem penetrar, através da escrita e da leitura. Até então, outros sistemas haviam sido utilizados, nomeadamente, o uso de letras móveis, as quais eram de dimensões bastante ampliadas, o que dificultava o seu manuseamento na construção de palavras, não sendo os seus resultados tão eficazes, em relação ao esforço despendido. Actualmente, o Braille, continua a trabalhar em conjunto com os equipamentos mais evoluídos mostrando-se sempre eficiente.

 O alfabeto em Braille na sua forma mais simples: 


DESENHO DO  ALFABETO BRAILLE



  • Fonte: http://www.euroacessibilidade.com/pdf/O_Braille.pdf
  •           http://www.feparana.com.br/biografia.php?cod_biog=194 Acessado em: 27/05/15

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