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Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância.

Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio d...

O que caracteriza a deficiência visual?





O que caracteriza a deficiência visual?

* Baixa visão: 
A definição é complexa devido a variedade e intensidade de comprometimento das funções visuais. Essas funções englobam desde a simples percepção de luz até a redução da acuidade e do campo visual que interferem ou limitam a execução de tarefas e o desempenho geral. (MEC) 

* Cegueira:
É a ausência total de visão. 

Para a realização da escrita ou leitura em braille, é necessário que a criança conheça convenções, assimile conceitos gerais e específicos, desenvolva habilidades e destreza táteis.
O tato, a destreza tátil e a coordenação bi manual precisam estar bem desenvolvidos, pois tanto a técnica da leitura quanto a escrita das letras dependem de movimentos sincronizados das mãos e da percepção tátil de diferenças, bem sutis.

As crianças cegas devem ser estimuladas desde cedo no que diz respeito à exploração do sistema háptico (o tato ativo ou em movimento) através de atividades lúdicas, do brinquedo e de brincadeiras. Elas devem desenvolver um conjunto de habilidades táteis e de conceitos básicos que tem a ver com o corpo em movimento, com orientação espacial, coordenação motora, sentido de direção etc. Tudo isto é importante para qualquer criança.

John Bramblitt, pintor cego que encanta com suas maravilhosas obras de arte

  • Quais são as habilidades que devemos desenvolver em alunos com Deficiência visual?


Esses alunos devem desenvolver a formação de hábitos e de postura, destreza tátil, o sentido de orientação, o reconhecimento de desenhos, gráficos e maquetes em relevo dentre outras habilidades. As estratégias e as situações de aprendizagem devem valorizar o comportamento exploratório, a estimulação dos sentidos remanescentes, a iniciativa e a participação ativa. 

 Como trabalhar cores com alunos cegos? 

As cores devem ser apresentadas aos alunos cegos por meio de associações e representações que possibilitem compreender e aplicar adequadamente o vocabulário e o conceito de cores na fala, na escrita, no contexto da escola e da vida. Assim, as cores podem ser associadas aos elementos da natureza, aos aromas, às notas musicais e a outras simbologias presentes na experiência dos alunos. Atividades escolares que se baseiam na visualização de cores podem ser adaptadas por meio da utilização de texturas, de equivalências, de convenções ou de outros recursos não visuais. 


  • Como trabalhar produção de textos com alunos cegos? 
  • Esses alunos são potencialmente capazes de compreender, interpretar e estabelecer relações. Estão habituados a exercitar predominantemente a escuta e a fala que costumam ser mais encorajadas do que o exercício da escrita. A produção de texto contribui para a estruturação da linguagem e do pensamento, além de despertar a imaginação e a criatividade. Esta é uma situação de aprendizagem muito rica que possibilita o contato e a interação com diversos códigos de expressão oral e escrita. É uma boa oportunidade para a observação e a compreensão de algumas peculiaridades e cuidados relativos à grafia braille, à leitura tátil, aos tipos ampliados, aos meios informáticos, entre outros. 



Qual é o sentido mais aguçado nas pessoas cegas?
  • As pessoas cegas que lêem muito por meio do sistema braille ou que executam trabalhos manuais tendem a desenvolver maior refinamento do tato. Quem se dedica à música, à afinação de instrumentos ou à discriminação de sons aguça a capacidade de discriminação auditiva. A degustação e a depuração de aromas ativam mais o paladar e o olfato. Portanto, são aguçados os sentidos mais presentes no processamento de informações, na exploração do ambiente, no exercício constante de orientação e mobilidade, na realização de atividades de vida diária, na formação de competências e no desenvolvimento de habilidades gerais ou específicas. 


  • Como uma pessoa cega identifica e escolhe as suas roupas? 
  • Algumas pessoas utilizam etiquetas de identificação, enquanto outras separam lotes de roupas da mesma cor ou preferem usar apenas cores neutras. A combinação das peças do vestuário e dos acessórios se dará pelo reconhecimento dos diferentes modelos e texturas, formatos, detalhes e outras referências. A conjugação das roupas, a distinção de cores, a organização geral têm a ver com os esquemas e as estratégias individuais. A identificação do vestuário, as preferências e as escolhas são fruto da elaboração de conceitos, do conhecimento e reconhecimento de padrões ou modalidades estéticas, do desenvolvimento de habilidades táteis, de critérios de organização e de funcionalidade. Enfim, a composição do figurino dependerá do estilo de vida e das experiências do sujeito. 

  •  Acreditamos que as expectativas e os investimentos dos educadores devem ser os mesmos em relação a todos os educandos. Os alunos cegos e com baixa visão têm as mesmas potencialidades que os outros, pois a deficiência visual não limita a capacidade de aprender. As estratégias de aprendizagem, os procedimentos, os meios de acesso ao conhecimento e à informação, bem como os instrumentos de avaliação, devem ser adequados às condições visuais destes educandos. Neste sentido, procuramos compartilhar nossos achados, indicar rumos, elucidar algumas questões, provocar novas indagações e acenar para algumas práticas possíveis em um contexto ao mesmo tempo real e idealizado. Assim, esperamos colaborar com aqueles que desejam contribuir para a concretização de uma escola para todos na perspectiva de uma sociedade justa e igualitária.

Inclusão na escola: Materiais auxiliares na prática pedagógica de deficientes visuais

A princípio deve-se observar os aspectos físicos e da disposição do mobiliário da instituição, caso não esteja de acordo com a legislação vigente, deverá adaptar se em tempo  hábil estipulado pela mesma, bem como:


 Fixar etiquetas em Braille nos objetos;
 As portas devem ficar completamente abertas ou fechadas;
 O mobiliário deve estar estável;
 Reservar um espaço da sala de aula com mobiliário adequado;
 Seleção do material pedagógico (livro em Braille, recursos tecnológicos e outros conforme temas em estudo)
 Seleção de programas leitores de tela com síntese de voz;
 Aplicativos operados por meio do teclado que dispensam o uso de mouse;
 Adaptar materiais esportivos, como bola com chocalho;
 Utilizar livros de história com ilustrações em Braille;
 Selecionar vários objetos para a manipulação e exploração;
 Oferecer capacitação para os docentes.





EQUIPAMENTOS:

 Para suavizar a circunstância da escola e a própria exclusão do aluno, sugerimos a aquisição de recursos tecnológicos que ampliam a comunicação entre o aluno e os docentes. Além da capacitação de pessoas para o uso deles.
BRAILLE – alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em relevo, o deficiente visual distingue pelo tato. Apenas com seis pontos é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismo, sinais algébricos e notas musicais.
  IMPRESSORAS EM BRAILLE – São impressoras especiais de computadores pessoais comuns que produzem material em Braille. É possível imprimir em Braille praticamente todo o arquivo, mesmo contendo figuras, embora o seu custo muito restritivo.


 SOROBAN – é um dispositivo usado para ensinar matemática para os deficientes visuais
O soroban, aparelho de cálculos usado há muitos anos no Japão, pode ser considerado uma máquina de calcular de grande rapidez, permitindo registros e operações de forma mais simples. Com ele os alunos aprendem concretamente os fundamentos da matemática, as quatro operações, as ordens decimais e seus valores, e até cálculos mais complexos.


DOSVOX – é um sistema computacional criado a partir da necessidade de inclusão do aluno Marcelo Pimentel, deficiente visual, estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a supervisão do professor Antonio Borges, no ano de 1.993. Ele possui um conjunto de ferramentas e aplicativos além de agenda, chat e jogos interativos.
 Pode ser obtido gratuitamente por meio de download do site: http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox .
VIRTUAL VISION – é um software brasileiro desenvolvido pela Micropower, em São Paulo concebido para operar com utilitários e as ferramentas do ambiente Windows. É distribuído gratuitamente pela Fundação Bradesco e Banco Real para usuários cegos. Para outros fins é comercializado. Site para maiores informações: http:/www.micropower.com.br
 JAWS - software desenvolvido nos Estados Unidos e mundialmente conhecido como leitor de tela mais completo e avançado. Ele é composto por diversos recursos e ferramentas com tradução para diversos idiomas. O Brasil ainda não tem subsídio para distribuição sem ônus para seus usuários desse sistema, sendo um dos leitores de telas atual mais caro. 
Acesse: http:/www.lerparaver.com ou http:/www.lamara.org.br para maiores informações.
 SINTETIZADOR DE VOZ - um sistema informático de produção artificial de voz humana utilizado para este propósito que pode ser implementado em software ou hardware . Um sistema texto- voz (ou TTS em inglês) converte texto em linguagem normal para voz; outros sistemas interpretam representação linguística simbólica (como transcrição fonética) em voz.
MAGIC – é um sistema de ampliação de telas, que permite que a imagem exibida no monitor seja ampliada e/ ou sintetizada em voz.

OUTROS RECURSOS:



  Caso a escola não consiga adquirir imediatamente todos os aparatos tecnológicos, pode confeccionar: 
 Cela braille: confeccionada com caixas de papelão, frascos de desodorantes e embalagem de ovos.  Celinha braille: feitas com caixas de chicletes, botões, cartelas de comprimidos, caixa de fósforo, emborrachado.
  Caixa de vocabulário: caixa plástica ou de papelão contendo miniaturas coladas em cartões com o nome do objeto em braille e em tinta.

 Cela braille vasada: confeccionada em vários tamanhos com acetado usado em radiografias de papelão.
 Brincando com frações: representação de frações utilizando embalagens de pizza e bandejas de isopor.
  Figuras geométricas em relevo: confeccionados com emborrachados, papelão e outros.

 Fita métrica adaptada: com marcações na forma de orifícios e pequenos recortes.
 Pranchas para desenhos em relevo: retângulo de eucatex recoberto com tela de náilon de proteção para produção de desenhos com lápis-cera ou recoberto com couro para desenhos com carretilhas.
Alfabeto: letras cursivas confeccionadas com emborrachado, papelão ou em arame flexível;
Gaveteiro alfabético: cada gaveta contém miniaturas de objetos iniciadas com a letra fixada em relevo e em braille na parte externa;
Pesca-palavras: caixa plástico ou de papelão contendo cartelas imantadas com palavras em braille para serem pescadas com vareta de churrasco com imã na ponta.
Roleta das letras: disco na forma de relógio com num ponteiro giratório contendo as letras do alfabeto em braille e em tinta.
Livro de bolso: as páginas são de pano contendo reálias e com palavras, frases ou expressões escritas em braille.
Grade para escrita cursiva: pautas confeccionadas com caixa de papelão, radiografias, emborrachado e outros;
  Medidor: garrafas plásticas de água mineral cortadas para um litro e meio;
 Caixa de números: caixas de plástico ou papelão contendo miniaturas. Colar na parte externa o numeral em tinta, relevo e em braile correspondente a quantidade de objetos guardados no interior da caixa.
 Baralho: adaptado com inscrição em braille do número e naipe.
 Mural do tempo: cartaz com frases curtas em braille e me tinta e desenho em relevo expressando as condições do tempo em cada dia da semana.
 Bandeira do Brasil: confeccionada com diferentes materiais em relevo com encaixe ou superposição das partes.
 Dominó: adaptada com diferentes texturas de tecido.
 Jogo de dama: adaptado com velcro.

* Cubo mágico: 





Dominó  BRAILLE










  • AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO:
  • Na avaliação não é diferente, é recomendável a produção de provas, exercícios em braille ou mesmo o uso de multimeios considerando as dificuldades enfrentadas pelo aluno e estabelecer a organização de um programa de acompanhamento e orientação pedagógica. Através dessa avaliação é possível construir um quadro de desenvolvimento incondicional dessa criança.


  • Fontes:http://mulheresmuitoespeciais.blogspot.com.br/2011/03/famosas-com-deficiencia.html
  • http://pt.slideshare.net/AlsiaRamos/cegos-40987796
  • http://www.ibc.gov.br/?itemid=350 
  • http://www.braillevirtual.fe.usp.br/
  • Acessados em: 28/05/2015

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