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Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância.

Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio d...

criatividade!!!!





Desenvolvimento da criatividade infantil
Thomas Hohl

Nossa sociedade aparentemente valoriza a atitude criativa, pois, considerando-se as palavras de Jorge A.M. Assunção (autor de Criatividade Educacional), esta representa uma resposta adequada a uma nova situação e uma resposta mais construtiva e adequada a uma situação antiga, devendo o criador ser capaz de modificar seu comportamento em resposta a novas informações, desenvolvendo perspectivas a fim de progredir por si mesmo num estímulo único de aprendizagem.
A sociedade trata com certa intransigência os pensadores criativos, especialmente quando são jovens. Esta forma de pensar se concretizou ao longo dos anos para que o sistema educacional pudesse ser mais coercitivo, dando ênfase às normas de comportamento estabelecidas.Contudo, essa idéia deve ser combatida, pois todos devem encorajar as crianças a serem criativas, tornando-as mais seguras.
As crianças criativas precisam, antes de mais nada, ter o valor dos seus talentos reconhecidos, dando-lhes condições para lidar com as provações e fracassos que surgirão naturalmente ao longo da vida. Se tiverem encorajamento e permissão para explorar, experimentar e testar suas idéias através de projetos de sua  própria iniciativa, assumindo responsabilidades, encontrarão provações e fracassos, podendo enfrentá-los sem dificuldade.

Uma educação criativa deve favorecer o potencial em todas as disciplinas e assuntos, dando valor ao pensamento produtivo, uma vez que a criatividade está presente em várias situações.Os exercícios estimulam a criatividade para que a criança descubra tudo por si mesma, colocando em dúvida o já conhecido e ensinando  princípios que produzam o maior e melhor número de idéias possíveis .À medida que as crianças sentirem que podem expor suas idéias, sem qualquer tipo de barreira (o Brainstorming), elas se sentirão motivadas a ponto de superar obstáculos.
O processo criativo deve desenvolver as potencialidades das crianças, utilizando os recursos que favorecem não só a aquisição de conhecimento, mas sobretudo, a expansão e a afirmação da personalidade do educando, podendo ser desenvolvida capacidade criadora e canalizada para as diversas atividades e setores da realização pessoal.
O ensino, sob este aspecto, não é um processo repetitivo, dando ao educador a oportunidade de trazer uma alternativa ao ensino habitual, oferecendo as crianças tarefas que façam pensar e que as deixe estimuladas a ponto de quererem trabalhar novos desafios Segundo Milton José de Almeida em “Imagens e Sons – Uma Nova Cultura Oral”, a transmissão eletrônica da imagem e do som oferece uma abordagem diferente para a educação.
As imagens são, às vezes, mais fortes que um texto, considerando-se a impressão do realismo e a sucessividade de tempo que estas passam. A imagem constitui-se em um mediador indispensável para o desenvolvimento do pensamento da ação e da linguagem.Os computadores, numa primeira análise, oferecem estímulo de imagem e de som e, principalmente, fornecem um contexto de inúmeros problemas atraentes para as crianças poderem se sentir desafiadas para solucioná-los.Essa experiência com computadores torna a solução dos problemas mais fácil e compreensível do mundo real. As razões são simples : O computador torna possível dividir com relativa facilidade um problema em vários menores.
Além disso, a criança é forçada a fazer uma descrição detalhada do problema que irá resolver. O processo de descrição do problema é bastante pedagógico, pois a criança aprende através dos próprios erros. Por fim, há maior retenção de conhecimento .Entretanto, considerando-se a opinião de Valdemar W. Seltzer no seu livro “O Uso dos Computadores nas Escolas”, há o risco da informática funcionar como um limitador da criatividade nos primeiros anos da vida escolar.


A criatividade está ligada aos elementos pouco ou nada fixos que constituem a vida real. Quando não há preocupação com o desenvolvimento da criatividade pode haver conseqüências graves para a interação social, à sensibilidade, ao calor humano, a improvisação e a subjetividade. Podendo trazer como conseqüência, a eliminação das características subjetivas e inconscientes que toda criação deve ter, obrigando a criança a formalizar completamente seus pensamentos e sentimentos.
Vale salientar, no entanto, que o contato com o computador é bastante salutar para as crianças, mesmo em idade pré-escola. Não há qualquer crítica ao uso do computador, mas enfatizo que se deve ter cautela no que se refere ao desenvolvimento da criatividade infantil.
BIBLIOGRAFIA
Assunção, Jorge A . M. "Criatividade e Orientação Educacional". Cortez Editora
Azenha, Maria da Graça. "Construtivismo. De Piaget a Emília Ferreiro". Editora Ática
Chaves, Eduardo O . C. "O Uso dos Computadores nas Escolas - Fundamentos e Críticas". Editora Scipione
Grossi, Esther Pillar. Construtivismo Pós-Piagetiano - Um Paradigma Sobre a Aprendizagem. Editora Vozes
May, Rollo. "A Arte do Aconselhamento Psicológico". Editora Vozes
Miel, Alice. Criatividade no Ensino. IBRASA
Novaes, Maria Helena. “Psicologia da Criatividade". Editora Vozes
Ostrower, Fayga. “Criatividade e Processo de Criação”. Imago Editora Ltda.
Papert, Seymour. “LOGO e os Computadores na Educação". Editora Brasiliense
Pedrosa, Israel. “Da Cor à Cor Inexistente”. Leo Christiano Editorial Ltda.
Torrance, E. Paul. "Criatividade - Medidas, Testes e Avaliações". IBRASA
Valente, José Armando. "LOGO, Conceito Aplicações e Projetos". Editora McGraw Hill Ltda.
Wechsler, Solange Múglia. Criatividade, Descobrindo e Encorajando. Editorial Psy
Sobre o autor:
Thomas Hohl, autor de "O escravo dos sonhos", "O homem de cristal", "Crônicas, poesias, contos & opiniões" e "prisioneiro do pânico"


Matéria publicada em 01/12/2003   - Edição Número 52

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