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Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio d...

O que é: Euritmia?



A euritmia é uma nova forma de dança que vem sendo desenvolvida desde 1912. Ela baseia-se no conhecimento do ser humano e do mundo como apresentado na Ciência Espiritual de Rudolf Steiner, a Antroposofia. Seus movimentos são coreografias, solísticas ou em grupo, sobre a linguagem poética, em verso ou em prosa, e sobre a música instrumental tocada ao vivo.
O nome EURITMIA foi proposto por Marie Steiner para a nova dança que surgia, mas existe como palavra e como conceito desde a Época Clássica na Grécia. Em sua obra de nome "Kanon", o conceituado escultor de Argos, Polykleitos (440 A.C.), define extensamente o conceito eurythmia como o equilíbrio de forças atuantes no corpo humano; eu-rhythmós – o ritmo equilibrado, belo, harmonioso é uma categoria estética oculta das Artes Plásticas. Também o arquiteto romano Vitruv (25 A.C.) utiliza o conceito "euritmia", relacionando-o com a harmonia na arte de construir. Na Época Clássica de Weimar (1786-1832) surge novamente o nome Eurythmie, cujo conceito é definido por Herder como a "ordem benfazeja de um centro em relação a dois extremos"
Ao retomar esse termo quando da criação da nova arte de movimento antroposófica, 2500 anos depois do eu-rythmós da Grécia, empreende-se uma ampliação do conceito Eurythmia: as forças que configuram as formas plásticas da escultura e da arquitetura são transformadas em movimento, libertas! Com o acréscimo do elemento temporal ao conceito outrora espacial, a Euritmia de Rudolf Steiner passa a revelar um acontecimento plástico-musical, o desenrolar das forças atuantes na forma humana quando seu corpo dança a poesia ou a música.

Em 1912, atendendo ao anseio de uma jovem por um "tipo de dança ou ginástica" que pudesse se harmonizar com o conhecimento espiritual do homem, Rudolf Steiner deu as primeiras indicações para a criação de uma nova arte de movimento, baseada na concepção de mundo e na visão do ser humano segundo a Ciência Espiritual Antroposófica. Foi a jovem Lory Meyer-Smits, com seus 19 anos, que desenvolveu os primeiros elementos dessa nova arte, sempre sob a orientação de Rudolf Steiner e, muito em breve, com a participação de Marie Steiner von Sivers. Logo a seguir uniram-se a ela outras personalidades que participaram da ampliação paulatina dos elementos dessa nova dança. Mesmo durante a 1ª Guerra Mundial o trabalho se manteve secretamente.
Em 1919 foi fundada a primeira Escola Waldorf e a Euritmia foi incluída como matéria fundamental do currículo. Também com o desenvolvimento da Medicina Ampliada pela Antroposofia, Rudolf Steiner deu inúmeras indicações para uma aplicação terapêutica dos elementos eirítmicos, proferindo 8 palestras, de 12 a 18 de abril de1921,que constituem o curso de Euritmia Curativa.
Se inicialmente o desenvolvimento da Euritmia se deu através do contato pessoal entre as euritmistas, já em 1922 se percebeu a necessidade de se ordenar e sistematizar os conteúdos desenvolvidos para a constituição de uma espécie de Conservatório de Euritmia, e foram organizados alguns cursos por Alice Fels, agora por períodos mais extensos. Em 1923 surgiu a Escola de Euritmia de Stuttgart, sob a direção de Marie Steiner.
Em 1924 fez-se necessário que Rudolf Steiner reunisse em dois grandes cursos o conteúdo das pesquisas desenvolvidas até então; foi assim que ele proferiu de 19 a 27 de fevereiro as 8 palestras do cursoEuritmia Como Canto Visível, e de 24 de junho a 12 de julho de 1924 as 15 palestras do curso Euritmia Como Fala Visível, que constituem a obra básica da Euritmia.
Nesse mesmo ano Rudolf Steiner elaborou, juntamente com os professores da Escola de Euritmia, um currículo para a formação de euritmistas, no qual constam as matérias Métrica e Poética, Teoria Musical, Geometria, Antropologia (com enfoque na Anatomia, na formação e desenvolvimento dos órgãos, nas múltiplas relações de movimento, na relação do esqueleto com as leis musicais e na formação da fala pela laringe), Canto e Recitação, Pedagogia e Antroposofia. Em 1935 a direção dessa instituição é dada a Else Klink.
Durante a 2º Guerra Mundial o trabalho com a Euritmia continua de forma oculta, como em "catacumbas". Com o término da guerra retomam-se as atividades artísticas para o palco até que, em 1946, a Escola de Euritmia de Stuttgart pode reassumir seus trabalhos.
Com o passar dos anos outros euritmistas também vieram a ministrar inúmeros cursos e publicar trabalhos, livros e artigos sobre essa nova arte, inclusive sobre sua aplicação pedagógica e terapêutica.
Até os dias de hoje constituíram-se diversas Escolas de Formação de Euritmistas, principalmente na Europa (Alemanha, Suíça, Inglaterra, Holanda, Áustria, França), mas também na Escandinávia, Estados Unidos, Rússia , Argentina e Brasil.
A maioria das Escolas de Euritmia busca seu reconhecimento pela Seção das Artes Oratórias e Musicais do Goetheanum, em Dornach, Suíça, para oferecer aos seus estudantes um diploma reconhecido pela Escola Superior Livre de Ciência Espiritual. A formação tem duração variável entre 4 e 5 anos, quase sempre em período integral. Uma especialização em Euritmia Pedagógica ou Euritmia Curativa pode ser feita após o curso básico, incluindo períodos de estágio em escolas ou hospitais.
No âmbito da Arte, formaram-se muitos "grupos de palco" (como são chamadas as companhias de dança eurítmica – "stage groups" ou "Bühnengruppen", para a ampliação da arte eurítmica através de espetáculos de Euritmia, sendo alguns de renome internacional, como o Eurythmeum Stuttgart e o Eurythmie-Bühne Hamburg (Alemanha), o Goetheanum Bühne (Suíça), o Nederlands Eurythmie Ensemble (Holanda), o Spring Valley Eurythmy Group (USA), o Ashdown Eurythmy Theatre e o Peredur Eurythmy Group (Inglaterra), o Fundevogel (Áustria), o Järna Eurythmie Gruppe (Suécia),o Grupo de Euritmia de São Paulo (Brasil), entre outros.

fontes: http://www.sab.org.br/portal/euritmia/91-euritmia
Froböse, E. e E. Euritmia – sua origem e seu desnvolvimento segundo Rudolf Steiner. Trad. C. Berthalot. São Paulo: Editora Antroposófica, 2009.
Kirchner-Bockhot, M. Elementos Fundamentais da Euritmia Curativa. Trad. R.R.F. Barbosa. São Paulo: Ed. Antroposófica, 2009

 

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