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Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio d...

O que é percepção extra-sensorial?

por Tom Harris - traduzido por HowStuffWorks Brasil


Percepção extra-sensorial é um termo coletivo para várias habilidades mentais hipotéticas. Essas aptidões (juntamente com outros fenômenos paranormais) também são chamadas de psi.
Os principais tipos de percepção extra-sensorial são:
  • telepatia - capacidade de ler o pensamento de outra pessoa
  • clarividência - capacidade de "ver" objetos e eventos acontecendo em um outro lugar
  • premonição - capacidade de ver o futuro
  • retrocognição - capacidade de ver o passado distante
  • mediunidade - capacidade de se comunicar com espíritos de mortos
  • psicometria - capacidade de obter informações sobre uma pessoa ou um lugar ao tocar um objeto físico
Um fenômeno muito parecido e relacionado ao tipo psi (tecnicamente não faz parte da percepção extra-sensorial) é a telecinesia, que é a capacidade de alterar o mundo físico apenas com o poder da mente.
Todas essas habilidades são baseadas na idéia de que os seres humanos podem perceber coisas além do âmbito dos conhecidos sentidos corporais. Esse assunto está em voga desde o começo da civilização humana, sob diversos nomes diferentes, mas a concepção moderna não se desenvolveu até a primeira metade do século XX. O próprio termo "percepção extra-sensorial" foi inventado em 1934, pelo professor da Duke University ( em inglês) J.B. Rhine, um dos primeiros cientistas respeitáveis a liderar pesquisas sobre paranormalidade em um laboraratório de universidade.
Aqueles que acreditam na percepção extrassensorial têm diferentes idéias sobre como essas habilidades se manifestam. Alguns crêem que toda pessoa possui essas habilidades e que, involuntariamente, vivencia momentos de percepção extrassensorial o tempo todo. Outros dizem que apenas alguns poucos paranormaisxamãs ou médiuns, têm poder especial e que só têm acesso a esse poder quando entram em um estado mental diferenciado. A maioria desses crentes acha que todos têm o potencial para a percepção extrassensorial, mas que alguns estão mais sintonizados com suas habilidades paranormais do que outros.
Entre os que acreditam também há discordância sobre como a percepção extra-sensorial realmente funciona. Uma teoria diz que, assim como nossos sentidos comuns, a percepção extrassensorial é uma energia que se move de um ponto a outro. Normalmente, os defensores dessa teoria dizem que a energia da percepção extra-sensorial assume a forma de ondas eletromagnéticas, assim como a luzo rádio e o raio x, que não podemos detectar cientificamente.
Essa teoria foi bem popular no começo do século XX, mas hoje não é aceita devido a vários problemas inerentes. Um exemplo é que a explicação serve apenas para a telepatia, mas não para a clarividência e nem para a premonição. Supostamente, se a informação viaja na forma de energia eletromagnética, ela deve ser enviada por alguém, ou seja, tem de viajar de uma mente a outra. Isso não explica o movimento das informações através do tempo ou do objeto até a mente.
Além disso, a teoria não está de acordo com o que sabemos sobre nós mesmos e sobre o universo. Na maioria dos casos relatados de telepatia, a percepção extra-sensorial funciona independentemente da distância. Isso significa que a potência do "sinal" é a mesma quando a mente transmissora e a receptora estão na mesma sala ou em extremos opostos do planeta. Céticos destacam que nenhuma outra forma de energia comporta-se dessa maneira, por isso não faz sentido que isso ocorra com as "ondas psi". Além disso, é estranho que não tenhamos encontrado nenhum novo órgão do sentido capaz de captar essa energia, tampouco provas das próprias ondas de energia.
Diante desses problemas, a teoria prevalecente entre os crentes, hoje, é a de que a percepção extrassensorial é um resultado de algo além do mundo físico conhecido. Por exemplo, muitas pessoas vêem isso como algo que "transborda" de outra realidade. De acordo com essa teoria, além do universo físico de que temos consciência, todos existimos em uma outra dimensão cujas leis dominantes são completamente diferentes. O tempo e o espaço funcionam de maneira bem diferente na outra realidade, permitindo que saibamos os pensamentos de outras pessoas, acontecimentos distantes ou fatos que ainda não ocorreram na realidade física. Normalmente, nossa noção sobre esse plano de existência é completamente inconsciente, mas, de vez em quando, a mente consciente capta essa informação.
Nem é preciso dizer que essa teoria não se encaixa em nosso conhecimento científico de mundo. De acordo com os defensores da teoria, não é esperado que ela se encaixe nessa concepção. Como os conceitos sobre Deus e pós-vida, a realidade hipotética não se basearia nas leis físicas do universo e dependeria da existência de algum tipo de alma.
Desse modo, isso está em total desacordo com o nosso entendimento de mundo. Então, por que tantas pessoas acreditam na percepção extra-sensorial? Na seção seguinte, entenderemos algumas das razões para a existência dessa crença e veremos o que as evidências científicas apóiam.

A favor da percepção extra-sensorial

As convicções da maioria dos crentes vêm por meio de experiências pessoais ou de evidências de histórias relatadas. Se você tem um sonho que acaba se tornando realidade, com uma incrível riqueza de detalhes, você toma isso como prova da sua paranormalidade. Além disso, se você escuta incríveis histórias sobre percepção extra-sensorial, de fontes confiáveis, ficará cada vez mais difícil não levar o fenômeno em consideração.

Oração intercessora
Muitas pessoas classificam formas de orações religiosas como percepção extrassensorial e outros fenômenos psi. A idéia de oração intercessora é a de que a energia mental focada na forma de oração pode, na verdade, ter efeito sobre a realidade, através de força divina ou em virtude da própria energia.
Como se vê, há alguns dados científicos que apóiam essa crença. Em certo número deexperimentos duplo-cego (em inglês), cientistas monitoraram um grupo controle de pacientes que não recebeu orações e um grupo experimental que recebeu. Os resultados foram misturados, mas alguns estudos indicam uma correlação entre a oração e a recuperação. Para mais informações, veja Uma oração antes de morrer  (em inglês) eEstudo não produz nenhuma evidência de eficácia médica da oração intercessora à distância (em inglês) para duas diferentes visões.
Indiscutivelmente, o mundo está cheio dessas duas formas de evidência. A maioria de nós se depara com coincidências extraordinárias de vez em quando, e há muitos casos bem documentados de legítima premonição e clarividência. Por exemplo, em 1898, Morgan Robertson publicou"Futilidade" (em inglês), um romance sobre um imenso navio luxuoso chamado Titan. A história supostamente chegou até ele em uma espécie de transe. No romance, o navio sibila através da densa neblina em uma noite de abril, quando bate em um iceberg e afunda, matando centenas de pessoas. Catorze anos depois, o Titanic, com estrutura e tamanho semelhantes ao navio ficcional, fez exatamente isso, na mesma época do ano, sob as mesmas condições. Em ambos os navios, o real e o da ficção, o número de mortes foi grande devido à insuficiência de botes salva-vidas a bordo.
Há dezenas de histórias famosas, a maioria não tão bem documentada, detalhando maiores ou menores exemplos de aparente percepção extra-sensorial no mundo inteiro. Porém, da mesma forma que essas histórias são atrativas para os crentes, são limitadas para os cientistas, pois ocorrem em um ambiente não controlado. Para, efetivamente, demonstrar algo com evidências concretas, os cientistas precisam conduzir experimentos estruturados em laboratórios e em condições bem controladas.
Desde os anos 30 do século XX, parapsicólogos do mundo inteiro têm feito apenas isso. J.B. Rhine, freqüentemente chamado de pai da parapsicologia, estava por trás de uma das primeiras e mais famosas tentativas, os experimentos das cartas Zener. As cartas Zener originais (com nome de seu planejador, Karl Zener) eram um baralho de 25 cartas brancas comuns. Cada uma era pintada com um dos cinco modelos distintos. Cada baralho continha cinco cartas de cada modelo, assim qualquer um teria uma chance em cinco de adivinhar corretamente o modelo de qualquer carta em particular.


Os modelos de desenhos das cartas Zener
O experimento era simples: Rhine pedia que o sujeito adivinhasse qual era o modelo de cada carta e registrava o resultado. Na média, a adivinhação aleatória levaria a cinco acertos por baralho de 25. Rhine concluiu que a precisão consistente acima desse nível, sem fraudes, indicaria capacidade de percepção extra-sensorial.
A comunidade científica estava certamente surpresa, e muito incrédula, quando Rhine declarou em seu estudo, "Percepção Extra-sensorial" (em inglês) que alguns daqueles sujeitos adivinharam corretamente acima dos níveis esperados. Muitos contestaram os métodos de Rhine e sua credibilidade, mas em geral ele foi considerado um legítimo e verdadeiro cientista.
Nos anos seguintes ao trabalho pioneiro de Rhine, centenas de parapsicólogos conduziram experimentos semelhantes, às vezes com os mesmos resultados positivos. A maioria desses pesquisadores trocou os rígidos modelos das cartas Zener por imagens mais ilimitadas, como pinturas e fotografias. Em um experimento, um "emissor" concentra-se em uma imagem em particular (um alvo) e tenta transmiti-la telepaticamente a um sujeito isolado. O "receptor" descreve o que enxerga em sua mente enquanto a equipe de pesquisadores registra suas impressões. Ao fim da sessão, o receptor tenta escolher o alvo correto em uma coleção de imagens criadas a partir das impressões.
Em experimentos com alvo ganzfeld (alemão, para "campo total"), desenvolvidos nos anos 70 do século XX, o receptor é desprovido de informações sensoriais para facilitar o foco em mensagens de percepção extra-sensorial. O indivíduo deita em uma sala com uma fraca luz vermelha, ouvindo ruído branco, com os olhos cobertos (por bolas de ping pong divididas ao meio, no experimento convencional). Na maior parte do tempo, nesses experimentos, os receptores passaram longe nas adivinhações, mas alguns descreveram as imagens alvo com detalhe surpreendente. Há vários exemplos de acertos incríveis em Investigador PSI: o experimento ganzfeld. Em experimentos semelhantes, planejados para testar só a clarividência, e não a telepatia, não há emissor, apenas um receptor.
Em um outro experimento popular, os sujeitos tentam influenciar uma máquina, como um gerador de números aleatórios, com a própria mente. Muitas vezes, os pesquisadores perceberam que os indivíduos parecem ter alguma influência sobre o comportamento da máquina, embora bem pequena. 
Muitos parapsicólogos dizem que suas descobertas indicam a existência da percepção extra-sensorial, mas os céticos estão longe de serem convencidos. Na seção seguinte, veremos alguns dos argumentos contra as alegações de evidência de percepção extrassensorial.

Contra a percepção extra-sensorial

A parapsicologia ganhou muita credibilidade nos últimos cem anos, mas ainda há um forte contigente de céticos que vêem os estudos sobre a percepção extrassensorial como mal orientados e como uma pseudociência completamente inútil.
Para muitos desses céticos, o principal argumento contra a percepção extra-sensorial é o de que ela não faz nenhum sentido. Como vimos anteriormente, a existência do fenômeno da percepção extrassensorial vai contra as conhecidas "regras" do universo, como apoiam inúmeros experimentos científicos. Os céticos afirmam que, por mais que queiramos acreditar nela, a percepção extra-sensorial é simplesmente extraordinária demais para ser aceita sem provas igualmente extraordinárias.
Dizem ainda que as evidências de histórias relatadas e muito difundidas sobre a percepção extrassensorial com certeza não são extraordinárias, não quando se considera o amplo cenário. Para a pessoa comum, um sonho ou uma sensação que se realiza, com detalhes precisos, parece surpreendente demais para ser uma simples coincidência. Mas se você olhar do ponto de vista de um estatístico, isso é muito menos incrível. Há mais de seis bilhões de pessoas no planeta, constantemente pensando e vivendo dezenas de acontecimentos significantes todos os dias. Estatisticamente, em qualquer dia, algumas das coisas pressentidas por certas pessoas irão se aproximar de algumas das experiências vividas por elas. Durante toda a sua existência na Terra, isso sem dúvida acontecerá com você de vez em quando. Os céticos declaram que, adicionando a isso o desejo de uma pós-vida, não é de se estranhar que grande parte da população se iluda acreditando em fenômenos psi.
As chances de um acerto aumentam ainda mais quando se considera a capacidade da pessoa fazer adivinhações pensadas e instruídas. Por exemplo, a aparente previsão de Morgan Robertson a respeito do desastre do Titanic parece menos incrível quando se sabe que ele havia sido um marinheiro que conhecia bastante a moderna tecnologia dos navios. Os céticos afirmam que seu livro adivinhou de maneira correta detalhes do verdadeiro navio e da batida, porque ele tinha um bom conhecimento sobre como um navio daquele seria construído, como teria problemas e o que aconteceria em tal cenário.
De modo semelhante, algumas pessoas parecem possuir poderes paranormais, quando na verdade só têm uma intuição elevada. Seus cinco sentidos estão constantemente colhendo informações, e o cérebro está sempre as processando em um nível de inconsciência. Algumas pessoas são peritas em analisar informações aparentemente irrelevantes e juntar as peças para fazer adivinhações altamente precisas. Por exemplo, você pode saber de modo inexplicável quando alguém está mentindo, pois inconscientemente você reconhece variações sutis na expressão facial ou no tom de voz.
Muitos dos que acreditam na percepção extrassensorial opõem-se a esses argumentos com a declaração de que verdadeiras visões paranormais não são pensamentos do dia-a-dia, mas revelações raras facilmente distinguíveis do pensamento comum de uma pessoa. Eles argumentam que, considerando-se essas visões especiais, a explicação de coincidência não se sustenta. Afirmam, ainda, que a teoria da adivinhação instruída pode explicar muitas revelações aparentes, mas não todas.
Em todo caso, é evidente que a natureza humana leva as pessoas a se focarem em alguns casos de extraordinária coincidência, como evidências de algo sobrenatural, enquanto ignoram completamente os milhares de sonhos e visões que não se aproximam da realidade de nenhuma maneira notável. Fora de contexto, os acertos individuais são muito impressionantes, ainda mais se você começar a se lembrar de maneira incorreta dos seus pensamentos, assim eles corresponderão mais de perto com a realidade. Se isso considera ou não todos os supostos fenômenos de percepção extra-sensorial, é mais provável que considere muito disso.
Mas, e quanto aos indivíduos da pesquisa e aos proferidos paranormais que demonstraram suas habilidades acima dos níveis determinados? Na seção seguinte, veremos a resposta dos céticos a esses dados.

Refutando a evidência

É muito difícil explicar evidências relatadas de percepção extra-sensorial, mas dados científicos são um pouco traiçoeiros. A visão comum do cético é que os resultados positivos de laboratório obtidos pelos parapsicólogos vêm de problemas com o experimento ou simplesmente da velha má ciência. Se os modelos matemáticos dos estudos estiverem errados, por exemplo, uma simples adivinhação pode parecer algo excepcional ou os pesquisadores poderiam, acidentalmente, influenciar o sujeito a escolher o alvo correto. Isso certamente poderia acontecer, caso o experimento não seja controlado de modo rigoroso. Nos primeiros experimentos de Rhine, por exemplo, ele sabia qual era a carta correta e normalmente mantinha contato visual com o adivinhador. O indivíduo poderia ter adivinhado corretamente por meio da escolha inconsciente, baseada na linguagem corporal de Rhine. O que pareceu percepção extrassensorial pode ter sido simples intuição. Mais tarde, Rhine melhorou seus métodos e, de alguma forma, a exatidão do indivíduo diminuiu.
O maior problema com muitas das pesquisas sobre percepção extra-sensorial é que elas não são reproduzíveis, ou seja, um cientista pode obter resultados que um outro não pode, através da repetição do experimento com diferentes sujeitos. Os parapsicólogos podem salientar que algumas pessoas não estão fisicamente tão sintonizadas como outras, desse modo, diferentes indivíduos levarão a diferentes resultados, mas o estigma ainda permanece. Resultados reproduzíveis são essenciais para os métodos científicos convencionais, assim, muitos cientistas desconsideram quaisquer dados irreproduzíveis, não importando quão confiável seja a fonte.
Em alguns casos, os céticos declaram que as evidências de percepção extra-sensorial são produtos de fraude completa. Certamente, houve experimentos em que parapsicólogos manipularam os dados para que apoiassem suas próprias teorias (isso já aconteceu na maioria das áreas científicas, se não em todas) e, desse modo, até mesmo um inocente cientista pode ter dificuldades em desmentir tais declarações. Acusar um respeitado cientista de fraude é algo muito sério; por isso, a maioria dos céticos hesitam em dar esse passo.
É muito provável que céticos apontem fraudes em demonstrações de percepção extra-sensorial, como programas de auditório sobre paranormalidade. Muitos parapsicólogos são cautelosos com demonstrações de percepção extrassensorial para entretenimento, simplesmente porque é fácil demais criar a ilusão de poderes paranormais.
O método mais fraudulento existente em toda a parte é a leitura fria, na qual o paranormal de palco despeja sugestões gerais e abrangentes sobre uma pessoa do público até acertar algo. Por exemplo, o médium pode dizer: "Vejo um homem muito próximo de você, o nome começa com J, João, José, Joaquim? ; um tio, avô ou amigo mais velho?" De maneira objetiva, pode-se ver que isso é tão geral que, de certo modo, poderia se aplicar a qualquer um. Porém, no momento, as pessoas normalmente concentram-se em qualquer acerto e ignoram todos os erros. É o velho truque de nunca estar errado e às vezes estar certo.

A última palavra

A maioria dos parapsicólogos reconhece que o ponto de vista dos céticos é muito útil para a compreensão do fenômeno de percepção extrassensorial. Céticos famosos, como o ex-mágico James Randi (em inglês) , ajudam a desviar a discussão sobre a percepção extra-sensorial ( sem respostas emocionais ) e conduzi-las em direção às análises lógicas desmascarando falsos médiuns e dando outras explicações aceitáveis para aparentes fenômenos paranormais. Ao explicar a estatística das coincidências e os truques do mundo da mágica, esses céticos fazem o público pensar de maneira crítica a respeito dessas crenças e suposições.
No entanto, céticos como Randi podem também depreciar a discussão sobre a percepção extra-sensorial. Randi é muito conhecido por oferecer um milhão de dólares a qualquer um que possa provar a existência de fenômenos paranormais em uma demostração supervisionada. Até agora, ninguém conseguiu ganhar o prêmio, o que Randi diz ser prova de que nada disso existe. Vários paranormais famosos aceitaram o desafio e depois recuaram, o que com certeza os deixa mal vistos.
Para muitos parapsicólogos e crentes na percepção extra-sensorial, o desafio de Randi é apenas teatral, assim como os programas de auditório sobre paranormalidade que ele expõe. Geralmente, os verdadeiros cientistas não participam de negócios de premiação em dinheiro, em demonstrações públicas, e nem têm como principal objetivo provar a existência da percepção extra-sensorial. A principal missão da ciência é investigar a verdade. De modo geral, os cientistas não saem por aí pregando suas crenças, apenas suas próprias descobertas. Ao misturarem verdadeiros pesquisadores com pessoas do entretenimento, os céticos podem confundir as coisas.
Aqueles que acreditam na percepção extra-sensorial encontram problemas, principalmente no fato de as explicações lógicas para aparentes fenômenos paranormais e o desmascaramento de falsos médiuns desmentirem a sua existência. É certeza absoluta que muitas demonstrações de poder paranormal são fraudulentas. Também é certo que experimentos não serão perfeitos e que dados podem se tornar inúteis. Mas isso não influencia a validade da teoria.
Quando tudo é dito e feito, nós simplesmente não sabemos se a percepção extra-sensorial existe. Devido ao que entendemos sobre o modo como a física age no universo, a percepção extra-sensorial não faz sentido; contudo, essa não é uma razão válida para descartá-la. Na história da humanidade, pensadores reavaliaram o modelo do universo muitas vezes em resposta a novas evidências. O processo científico nunca é sobre decidir o que não pode ser. É sobre descobrir o que é.
Para mais informações sobre a percepção extra-sensorial, incluindo experimentos intrigantes, previsões famosas e fraudes notáveis, consulte os links da página seguinte.





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