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Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio d...

Existe melhor idade para aprender outro idioma?




No mundo globalizado, das oportunidades de trabalho no exterior e da popularidade dos intercâmbios, a importância do aprendizado de uma língua estrangeira é indiscutível. Com isso, mais uma pergunta é adicionada na lista de dúvidas paternas: "Afinal, qual a melhor idade para meu filho iniciar o estudo de outro idioma?"
Biologicamente, o cérebro humano está pronto e melhor preparado para adquirir naturalmente uma ou mais línguas desde os primeiros dias de vida. É isso que explica Rodrigo Collino, biólogo especializado em neurociências. Também coordenador pedagógico da Wizard Idiomas, de Osasco, em São Paulo, ele acrescenta que com o passar dos anos o aprendizado de outra língua passa a ser menos natural para um indivíduo, pois sofre interferência do idioma que foi aprendido mais cedo.

Com isso, ao contrário do que muitas pessoas pensam, uma criança que cresce escutando duas ou mais línguas diferentes não sofre prejuízos por conta disso. "O aprendizado antes dos dois anos não retarda o início da fala de uma criança. Alguns estudos evidenciaram um uso misto de palavras nas primeiras composições de sentenças de crianças nesta idade. Por exemplo: 'Mom, cadê minha doll?'. Mas isto desaparece com o tempo, conforme a criança aprende a distinguir os contextos de uso de cada língua", afirma Collino.

O biólogo ainda aponta para uma questão crucial: a diferença do estudo linguístico estrangeiro para adultos e crianças não está na capacidade de aprender, que pode ser sempre alcançada com esforço e dedicação, mas sim em detalhes como melhor pronúncia e fluência, que são explicadas por questões neurológicas.
"Estudos do início deste século mostraram que indivíduos adultos que possuem alto grau de proficiência em dois idiomas, e que aprenderam estes idiomas antes dos 7 anos, apresentam praticamente a mesma rede de neurônios responsáveis pelo processamento auditivo e produção oral de ambos - ao passo que adultos que aprenderam dois idiomas, mais tardiamente, já utilizavam duas populações de neurônios próximas. Mas, saber se isto torna o aprendizado de uma outra língua mais fácil ainda não está comprovado na comunidade científica".
O que está comprovado é que o estudo da língua estrangeira antes da puberdade garante um entendimento, fala e escrita mais próximos da de um nativo. Porém, Collino destaca que para isso não basta somente "iniciar" o processo na infância, e sim continuar estudando até atingir a proficiência, que é o domínio oral e escrito do idioma.
A pergunta da lista de dúvidas paternas não possui, portanto, uma resposta objetiva e muito menos um X da questão. Quando o assunto é aprendizado de língua estrangeira tudo se resume a reflexão e ao peso dos objetivos. "Deve-se considerar a necessidade e os valores da família: aprender outro idioma com qual finalidade? Qual grau de aperfeiçoamento linguístico será requerido de seu filho? Pois a maior diferença entre aprender na infância ou mais tardiamente na vida não está na capacidade de aprender, mas sim em detalhes que aproximam o aprendizado do seu filho à fala e escrita dos nativos", conclui o biólogo.
Redação Terra

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