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Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância.

Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio d...

A estrela de Natal:






Há muitos e muitos anos atrás, em uma cidade muito pequena, vivia uma família muito humilde, mas que sempre soube dar uma educação muito boa para seu casal de filhos: João e Elisa, com 12 e 10 anos.

O Natal se aproximava e o padre da cidade, com a colaboração de alguns membros da comunidade, resolveram montar um presépio em frente à  Igreja.

Levaram muito tempo, pois as figuras tinham quase o tamanho natural. Toda a cidade estava muito animada e curiosa para ver o Presépio e participar da bênção que o padre iria dar.

Escolheram a data de 6 de Dezembro para homenagear o Dia de São  Nicolau ou a chegada de Papai Noel. Data que é utilizada até os dias  de hoje para se montar a árvore de Natal.

No dia da comemoração, João e Elisa se atrasaram e sairam sozinhos de casa. Correram e correram muito. Quando estavam próximos à Igreja,  viram um velhinho andando com muita dificuldade, apoiado em sua  bengala. Ao se aproximarem ele disse:

- Sou muito velho, e estou perdido, vocês podem me ajudar a chegar até a minha casa ? Eu moro na Rua da Esperança, número 888.

As crianças sabiam que, se ajudassem o velhinho, não conseguiriam ver a tão desejada bênção do padre.

- Elisa, é mais importante ajudar esse pobre velhinho, pois não  podemos deixá-lo sozinho. - disse João.

Elisa, com lágrimas nos olhos, baixou a cabeça e concordou. Caminharam os dois levando o velhinho até a sua casa. Lá chegando ele agradeceu e disse:

- Muito obrigado, crianças. Vocês sabiam que no dia de São Nicolau, acontecem muitas coisas mágicas para aqueles que foram bons durante o ano?

Elisa muito envergonhada, disse:

- Nós fomos bons, mas fizemos algumas travessuras.

O velho, comovido, olhou para os olhos dos dois e disse:

- Corram até o presépio para a bênção, pois ainda há tempo.

Os dois se despediram e correram até a praça, mas não havia mais ninguém, só encontraram o presépio que realmente estava muito bonito. A noite estava silenciosa e apenas as estrelas os observavam,  cintilando no céu.

Todos tinham trazido presentes e flores para enfeitar o presépio. Tudo estava muito bonito. Como eram pobres e não tinham nada para dar, colheram algumas ervas-daninhas que cresciam por entre as pedras do  chão e as colocaram na manjedoura, com muita devoção, ao redor do  Menino Jesus.

Nesse momento, perceberam que alguém se aproximava e olharam para  trás. Ficaram surpresos ao ver o velho caminhando na direção deles, sem o apoio da bengala. A cada passo que ele dava, o chão se iluminava com um azul brilhante, formando uma trilha de passos azuis. As  crianças ficaram olhando, e sentiam em seus corações uma alegria sem  fim.

O velho disse:

- Vocês são crianças muito especiais. Todos os anos eu tenho a esperança de ainda encontrar sentimentos puros nos corações dos filhos de Deus. E vejo que ainda existe esperança. Coloquem sua  mão esquerda no coração e com a direita toquem essas ervas daninhas que trouxeram como oferenda para o Filho de Deus. As crianças  obedeceram e, ao tocarem nas ervas-daninhas, uma luz começou a brilhar e aos poucos foi  transformando-as em uma planta muito especial com  folhas vermelhas, conhecida e usada nos dias de hoje como a Estrela de Natal ou Poinsettia.

O velho se aproximou das crianças e disse:

- Vocês são um exemplo de bondade e já são abençoadas, nunca se  esqueçam desse dia.

João, muito curioso, pergunta:

- Ainda não sabemos o seu nome.

O velhinho ficou uns instantes em silêncio, e disse:

- Podem me chamar de Nicolau.

Nesse momento, o bom velhinho tirou do bolso duas bengalinhas brancas de açúcar com listas vermelhas e deu uma para João e outra para Elisa. Enquanto as crianças olhavam o presente com muita emoção, não viram o velhinho se afastar.

Quando perceberam estavam novamente sozinhos, mas quando olharam  melhor, ficaram surpresos ao ver que o velhinho era uma das figuras do presépio que nesse momento sorria para eles.

Já era tarde, e João e Elisa, correram para casa, ansiosos para contar a seus pais o que tinha acontecido.
(R. Aubim)

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