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Geração Peter Pan rumo à terra do Nunca ....

*A Síndrome de Peter Pan*
por Danúbia Rocha


Todos possivelmente já houviram falar de Peter Pan da terra do nunca.Para aqueles que não conhecem aqui vai um breve resumo; Peter Pan é um personagem criado por J. M. Barrie para sua notória peça de teatro intitulada Peter and Wendy, que originou um livro homônimo para crianças publicado em 1911, e de várias adaptações destes para o cinema. O personagem é um pequeno rapaz que se recusa a crescer e que passa a vida a ter aventuras mágicas.
Mas deixando os contos de fadas de lado, vamos tratar de vida real, na verdade, um fenômeno mundial que está preocupando pais especialistas e que vêm transformando a sociedade: 
"A síndrome de Peter Pan".



Crianças para sempre...

São milhares de trintões, quarentões que vivem com os pais, vivem na academia, na balada sem prazo para terminar o curso superior, correm do casamento e não se desenvolvem profissionalmente. A ordem é curtir...curtir...curtir.
Estes eternos adolescentes  que sofrem deste transtorno não aceitam a sua idade real e tem a realidade deturpada, para o que é, ou não é, adequado à sua idade naquele momento e não cogitam a hipótese de assumir responsabilidades na vida adulta.O resultado é um "adulto" inseguro, imaturo, narcisista e egoísta.
No caso da Síndrome, a dificuldade é de amadurecimento pessoal, em vários níveis psicológicos. “Na verdade, o lado moleque desse indivíduo revela a sua insegurança e o seu temor para lidar com situações que exijam maturidade.
Apesar de ser uma síndrome existe tratamento, mas não há casos graves como de surtos psicóticos, geralmente o problema se desenvolve em alguma falha na educação infantil quando eles já têm a tendência. Não é pelo fato de depender dos pais ou morar com eles, alguns podem até ter capacidade para morar sozinho, mas sempre darão um jeito de morar ou estar sempre por perto para se sentirem “seguros”. Não é um caso que depende de nível social ou etnia pode afetar homens de varias idades e culturas diferentes, o homem que geralmente sofre com a síndrome é alegre, tem muitos amigos, gosta de sair, se divertir e principalmente encarar aventuras seja inconsequentes ou não.
A rigor, a Síndrome de Peter Pan é predominante no sexo masculino. Apesar de não haver uma resposta universal para isso, entende-se que, por motivos biológicos, a mulher amadurece naturalmente mais cedo. O córtex pré-frontal das meninas, por exemplo, sai na frente em relação ao dos meninos. Por isso, elas conseguem desenvolver mais cedo o raciocínio abstrato e o controle dos impulsos. Com uma fase de amadurecimento mais tardia, o tempo possibilita ao menino “escolher”, por assim dizer, adiar essa etapa, o que leva ao desenvolvimento da Síndrome na construção de sua personalidade.
No entanto, a educação familiar e o contexto em que esse garoto viveu com certeza irão influenciar. “Uma mãe superprotetora, por exemplo, pode fortalecer essa tendência”, aponta a psicóloga Neila. Constatação óbvia: por trás de um homem-menino, é bem provável que haja uma mãe, que continua arrumando o seu quarto, dando palpite nas suas relações amorosas e ajudando-o financeiramente.Em estágios mais avançados, o homem Peter Pan pode precisar de ajuda profissional e abordagem formulada pelo psicólogo Karl Rogers é a mais adequada para o tratamento. 
Para evitar que seu filho tenha maiores complicações futuramente, incentive-o a fazer desde muito pequeno, tarefas simples como: arrumar a própria cama, organizar uma gaveta ou colocar o lixo para fora.Isto trabalha o senso de participação no grupo familiar e fará com que ele sinta que você confiou na capacidade dele desempenhar estas tarefas. Assim estará trabalhando  também a auto- estima fazendo com que ele consiga se situar no meio em que vive.Nada com autoritarismo, tudo com diálogo e flexibilidade.
Algumas dicas:



 * Não o acostume a dormir na mesma cama que você.
• Quando ele começar a andar, troque rapidamente o berço por uma cama.
• Fique de olhos nos mimos dos avós.
• Não use chupeta ou mamadeira após os 2 anos.
• O mesmo vale para as fraldas, com limite de até 3 anos.
• Permita que a criança tenha fantasias, mas deixe bem claro os limites entre
    realidade e imaginação.
*Delegue pequenas tarefas no dia a dia 
*Converse claramente com seu filho, sempre fale a verdade (respeitando sua idade) nunca minta ou invente estorinhas.

Ame muito seu filho, não só para você, e sim para o mundo, ele é um ser único, fará suas próprias escolhas.Nós pais e educadores nos esquecemos de preparar os filhos para o momento em que não estaremos mais aqui. E aí?
Reflita sobre isto.
OBS: Excesso de realidade também não é o melhor caminho,pois o melhor da vida é viver a realidade com pinceladas de fantasia.


Fonte: Revista mídia e saúde
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