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Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio d...

FUMO e CRIANÇA MISTURA FATAL!


Criança por perto? Apague já o cigarro!

Fumaça abala saúde dos pequenos. Bebês podem ter até morte súbita

POR CLARISSA MELLO
Rio - No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado hoje, pneumologistas fazem um alerta: o fumo passivo em crianças pode causar até morte súbita. Em evento promovido pela Pfizer na semana passada, a coordenadora de Tabagismo do Hospital do Servidor Público de São Paulo, Maria Vera Castellano, ressaltou que os danos começam até mesmo antes de o bebê nascer — metade das mortes prematuras são causadas pelo fumo.
Comprovadamente, crianças em idade pré-escolar que convivem com o cigarro têm mais chances de ter otite, problemas respiratórios e asma. Já os bebês de até seis meses de vida podem sofrer morte súbita por sufocamento”, afirma Castellano, destacando que diversos estudos também ligam o fumo passivo a casos de leucemia infantil, linfomas e tumores de cérebro. 

O problema não para por aí. Além de serem mais expostos à fumaça tóxica, filhos de pais tabagistas têm mais chances de começarem a fumar — e, consequentemente, desenvolverem doenças graves. De acordo com o coordenador do PrevFumo (Núcleo de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo da Unifesp), Sérgio Ricardo Santos, mais de 45% de todos os adolescentes do mundo que fumam têm pelo menos um dos pais fumantes. 

“Apesar de as crianças terem acesso às informações, e até pedirem que os pais não fumem, isso não garante que na adolescência não vão experimentar o cigarro”, afirma Santos, ressaltando que a ordem de influência para começar a fumar são pais, melhores amigos/namorados, amigos de trabalho e parentes distantes.

DOENÇA PEDIÁTRICA
Cada vez mais cedo o cigarro vem sendo experimentado. Hoje, é raro um adulto começar a fumar depois dos 21 anos, afirmam os especialistas. Normalmente, o fumante surge entre os 14 e os 17 anos. Por isso, a Organização Mundial da Saúde já considera o tabagismo uma doença pediátrica. 

Para o vice-diretor de Centro de Reabilitação Pulmonar da Unifesp, Oliver Nascimento, uma grande dificuldade em relação à precocidade é que nenhum tratamento usado por quem quer parar de fumar (adesivos de nicotina, bupropiona, vareniclina, etc) foi testado em adolescentes. Já Santos destaca que o grande problema do tabagismo é que ainda não existe tratamento ou ferramenta que garanta que a criança não vá começar a fumar.“

Ações eficazes são as que já são adotadas, como a lei antifumo, que inibe a iniciação ao tabagismo por evitar que os jovens fumem em boates, e o aumento de preço do maço. Também poderia funcionar muito bem a retirada de aditivos dos cigarros. Isso tornaria o fumo menos atraente e viciante”, conclui.



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