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Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio d...

Quem quer o filho na escola publica?



Quem quer o filho na escola pública?


Essa é uma ótima pergunta lançada, durante debate na TV, por Aloizio Mercadante para Geraldo Alckmin - e deveria ser repetida sempre. Sua resposta será a melhor medida para sabermos até que ponto somos uma nação civilizada.
Apesar de uma série de avanços, os 16 anos de PSDB estão muito longe de ter produzido, na educação, uma boa vitrine; as escolas são ruins, a imensa maioria dos alunos sai do ensino médio com poucos conhecimentos, a começar da língua portuguesa.
Mas, ao partir para um correto ataque, o PT, refém do corporativismo sindical, apresenta mais problemas do que soluções. Defende a indústria da repetência, ao atacar o sistema de aprovação por ciclos, como se apenas o aluno fosse culpado por não aprender - o que é, além ineficaz, injusto com o aluno, transformado de vítima em vilão. A repetência só provoca evasão e ressentimento. Não há nenhuma evidência de que o sistema baseado na repetência produza melhores notas. Basta, aliás, o PT consultar os dados do Ministério da Educação.
A crítica correta seria afirmar que o sistema de progressão exigiria um melhor acompanhamento do aluno, impedindo que ele fique tão defasado.
O PT também ataca o sistema de bônus que, pela primeira vez, tentou reconhecer um pouco os profissionais mais esforçados e aplicados. A melhor crítica seria afirmar que os salário inicial do professores ainda é baixo, o que dificulta a atração dos professores.
Com soluções desse tipo, aquela pergunta sobre se um político colocaria o filho na escola pública vai perdurar por muito mais tempo.
Mas já considero um tremendo avanço que a qualidade de ensino seja a principal polêmica de um debate.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein, 53 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha.com às segundas-feiras.

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