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Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância.

Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio d...

A criança e os games:


O mercado de games cresceu 30% em 2008. 
 Hoje em dia os jovens não ficam satisfeitos somente em jogar, mas também em dominar a produção de games. O Brasil ao longo dos anos vem construindo uma boa imagem em relação aos jogos. Os jogos são vistos como mais criativos, bem trabalhados.
A indústria brasileira de jogos eletrônicos está em plena expansão. Apesar da crise econômica mundial, o crescimento no ano passado foi de 31%. Embora o crescimento interno tenha sido significativo, a participação na produção mundial não chega a 1%.
Se na indústria ainda há muito que crescer, o impacto dos jogos já passou da conta na vida de muitas crianças e adolescentes. Eles são loucos por games.
Mas como em tudo na vida deve haver equilíbrio, a procura por psicólogos para tratarem da dependência de crianças e adolescentes dos jogos é cada vez maior. A cada dia, mais crianças conseguem ficar até 6 horas na frente do computador. Isso tem prejudicado sua vida familiar, a relação entre amigos, baixo rendimento escolar, dentre outros.
Cerca de 1 em cada 10 jogadores de videogames mostram sinais de vício que podem ter efeitos negativos sobre a família, amigos e desempenho escolar, afirma pesquisa divulgada nos Estados Unidos.http://www.guiainfantil.com/images/blog/200/293/001_small.jpg
Existem outras correlações que vinculam o uso frequente de videogames ao uso mais frequente de álcool e drogas, bem como a relacionamentos pessoais de qualidade mais baixa. Também há vínculos entre o uso de videogames violentos e número mais alto de parceiros sexuais.
Este é o outro lado do jogo: quando as crianças e adolescentes perdem a noção do tempo diante da tela do computador e ultrapassam todos os limites na hora de parar de jogar é hora de entrar em ação um novo personagem: o psicólogo.
Nos consultórios, a procura por um acompanhamento especializado para os alucinados por games é cada vez maior.
Os jogos provocam uma reação neuroquímica. O sistema de recompensa do cérebro é estimulado e ele libera substâncias que dão sensação de prazer. Por isso é cada vez mais difícil parar de jogar.
“A sensação é prazerosa, daí a tendência a cada vez mais transgredir, querer transgredir os horários”, explica Ana Nery Freire, psicóloga.
E aí é preciso que os pais fiquem atentos para que a diversão não se transforme em vício. Um problema de saúde pública, segundo os psicólogos, que já tem nome: net vício, ou seja, um vício na tecnologia de comunicação.
Mas qual o tempo ideal para a criança ou adolescente jogar por dia? Ainda não há consenso. O importante é que o jogo não impeça a realização de outras atividades, como estudar, ter momentos de lazer, praticar esportes.
Segundo alguns estudos, é revelado que o ideal é que a criança fique no máximo duas horas diárias no jogo.

Fatos que mostram que os pais devem acompanhar de perto em que seus filhos têm investido seu tempo:

- A Justiça dos Estados Unidos condenou um jovem a 23 anos de prisão (em 17/06/2009) por ter matado a mãe e ferido o pai. Os crimes cometidos por Daniel Petric, de 17 anos, foram associados a sua “obsessão por videogames com temas violentos”.
- Um menino de nove anos pode ter morrido tentando imitar um personagem de games em Nova York, noticiaram a agência Associated Press e a rede Fox News (em 16/06/2009). Segundo as reportagens, D.M. pode ter remendado uma sacola plástica e a usado como pára-quedas para pular do telhado de um prédio de 13 andares do Brooklyn, no que seria uma tentativa de "voar" como o personagem de um jogo de luta livre. Uma sacola de plástico e uma corda foram encontrados ao lado do corpo. Um amigo do garoto disse que ele era fã do jogo de luta livre "WWE SmackDown vs. Raw". 
- As autoridades dos Estados Unidos investigam o caso de um casal de Reno (Nevada) que se declarou culpado de negligência e maus-tratos aos seus dois filhos, por causa do vício em videogames. Segundo o jornal "Reno Gazette Journal", Michael e Iana Straw, de 25 e 23 anos respectivamente, eram viciados no jogo "Dungeons and Dragons", ao qual dedicavam todo o seu tempo, descuidando dos seus dois filhos. As crianças, de 11 meses e 2 anos, estiveram a ponto de morrer de fome e doença. Podem ser condenados até 12 anos de prisão.
- Um homem de 27 anos suspeito de morder o pescoço de adolescentes em Presidente Prudente (a 565 km de São Paulo) defendeu para policiais a tese de que tudo não passou de representações de um jogo de RPG (roleplaying game ou jogo de interpretação, na tradução do inglês). Não é a primeira vez que o RPG vai parar nas páginas policiais. Em 2000, o jogo foi associado à morte de duas jovens em Teresópolis (RJ) e ao assassinato de outra adolescente em Ouro Preto (MG) no ano seguinte. Os suspeitos também eram jogadores do RPG com a temática de vampiros.
- Aline Silveira foi morta a facadas no cemitério da cidade, supostamente durante um jogo de RPG. O julgamento foi marcado para 25/05/2009 mas adiado.
- Ronaldo José dos Santos foi assassinado, com cinco tiros, em uma área verde a poucas quadras da casa dele. No dia do crime, ele tinha participado de um jogo de RPG. Ao lado do corpo de Ronaldo a polícia encontrou livros e tabelas de jogos e um bilhete com ameaças de morte a outros dois participantes do RPG.
O bilhete tinha desenho e texto misteriosos. A polícia mantém em sigilo os nomes dos jogadores ameaçados. A delegada acredita que Ronaldo pode ter sido morto por outros jogadores porque o personagem dele foi derrotado nas partidas. “Junto ao jogo, como foram localizados esses materiais do RPG nós suspeitamos, bastante, que tenha interligação sim. Se for o próprio jogo, até a própria pessoa saber que vai morrer e concorda com isso”, explica Márcia Vargas, delegada.
“Eu só peço as mães que, quando ver os seus filho com esse jogo, investiguem, prestar atenção e descobrir que jogo é esse. Se eu soubesse que esse era um jogo maldito eu tinha feito meu filho parar”, fala Deusuita dos Santos, mãe da vítima.
Pois é amigos eu adoro games.Meus filhos também gostam, mas eu seleciono o que eles jogam.Jogos que tem armas, guerras, lutas sanguinárias eles já entenderam que não são bons para nossa saúde mental.Nosso cerebro registra as informações e depois arquiva tudo.Estudos cientificos comprovam que crianças que tem contato com violência seja ela real (sofrendo agressões) ou por meio de games ou videos que estimulem a violência tem 80 por cento a mais de chance de se tornar um adulto violento e com sérios distúrbios de comportamento.
Pensem nisto.
Danubia Rocha
O equilíbrio é a chave de tudo.

9 horas de músicas relaxantes

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