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Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância.
Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio d...
Mudar o mundo - filme educativo filme lindo emocionante
O mundo visto pelos olhos de uma criança que a seu modo tenta transformar as realidades que encontra. Fala dos direitos da criança.
Mutismo seletivo é um transtorno que acomete crianças
O mutismo seletivo é um transtorno que acomete crianças de todas as idades, caracteriza-se por uma incapacidade da criança em falar em alguns locais (escola, festas, rua), em algumas situações e com algumas pessoas, inclusive da própria família. Essas crianças compreendem a linguagem e são capazes de falar com toda normalidade em lugares onde se sentem seguros e confortáveis, como exemplo, em casa e com pessoas de seu círculo mais íntimo, tais como, pais e irmãos. O fato de não falar em determinadas situações não significa que estão querendo chamar atenção ou controlar o ambiente, mas sim em demonstrar o grau de ansiedade e vergonha que sofrem, e essas emoções as inibe de falar e expressar seu comportamento não-verbal. Normalmente, elas apresentam dificuldade em olhar nos olhos, dificuldade em sorrir, de se expressar em público, de ir ao banheiro, em comer na escola. A percepção dessas crianças é que estão sendo observadas constantemente, por isso, seus movimentos ficam paralisados como estátua cada vez que elas se sentem avaliadas. Embora seja considerado um transtorno raro, sendo encontrada em menos de 1% dos indivíduos vistos em contextos de saúde mental, observamos no contexto clínico, uma incidência cada vez maior no Brasil.
As causas da doença podem ser encontradas em três pilares: (1) herança genética, a maioria das crianças que sofrem do mutismo apresentam uma predisposição genética a experimentar sintomas de ansiedade que é exacerbada por condições estressantes ou hostis; (2) traços de temperamento, como: vergonha, timidez, preocupações excessivas, evitação social, medo, apego e negativismo e (3) interações familiares, existe um consenso de que o mutismo é mantido na presença de características familiares, tais como: relação simbiótica, dependente e controladora entre mãe e filho, mães deprimidas e passivas.
As crianças que são acometidas pelo mutismo possuem uma inteligência preservada, normalmente, acima da média para a idade. Geralmente, o transtorno surge antes da idade de cinco anos (fase pré-escolar) e o grau de persistência varia de poucos à muitos anos e quando não tratados podem desenvolver na adolescência uma fobia social grave. As pesquisas indicam que a doença pode desaparecer espontaneamente, mas em geral, quando não tratada se torna crônica e altamente resistente a qualquer tipo de tratamento. Por falar em tratamento, a terapia mais indicada para o tratamento do mutismo é a cognitivo-comportamental, pois combina técnicas que vão auxiliar a criança a manifestar a fala e desenvolver habilidades sociais importantes nessa fase da vida. O tratamento precisa envolver a família da criança, a escola que ele estuda e o próprio paciente.
Abaixo, estão algumas estratégias para os PAIS que possuem um filho com o transtorno:
Ø A criança não deve ser forçada a falar;
- Os pais devem elaborar inicialmente formas alternativas de comunicação através de símbolos, gestos ou cartões;
Ø Não devem permitir que outras pessoas respondam pelo filho(a);
Ø Solicitar gradualmente a exposição oral da criança;
Ø Reforçar a criança todas as vezes que houver um aumento no comportamento verbal da criança. O tipo de reforço precisa ser de preferência da criança (elogios, abraços, doces preferidos…);
Ø Encorajá-las sempre que possível, fazer pequenas solicitações ou cumprimentos a pessoas estranhas. Ex. ir comprar pão, comprar jornal…;
Ø Evitar que seu filho seja o centro das atenções;
Ø Identificar a compatibilidade com algum amigo para jogar e brincar com a criança algumas vezes dentro e fora de casa;
Ø Utilizar a dessensibilização sistemática. Por exemplo, usar um reforço quando a criança sussurrar uma palavra e gradualmente aumentar a exposição até a criança dizer uma palavra em volume normal para algum estranho;
Ø Planejar passeios em família fora de casa.
Algumas estratégias devem ser usadas pelo PROFESSOR para auxiliar o tratamento, incluem:
Ø Permitir que a criança se comunique não-verbalmente no início, para depois utilizar a comunicação oral;
Ø Não permitir que outros amigos respondam pelo aluno;
Ø Solicitar gradualmente a exposição oral da criança;
Ø Se possível colocar as mesas em forma de grupos;
Ø Reforçar positivamente interações sociais faladas ou não;
- O tipo de reforço precisa ser significativo para a criança (elogios escritos, verbal…)
Ø Reforçar qualquer tentativa de enfrentamento de situações interpessoais e ir ampliando progressivamente as exigências;
Ø Encorajá-las sempre que possível, fazer pequenas solicitações ou cumprimentos a pessoas estranhas. Ex. pegar ou entregar material fora de sala.
Ø Os professores devem sempre que possível tentar iniciar conversas fora da presença de outros alunos, devem tentar também, não colocar a criança como sendo o centro das atenções, pois isso aumenta a ansiedade da criança;
Ø Não estabelecer comparações com outros companheiros;
Ø Não permitir que os demais colegas o insultem, intimidem ou riem dele(a);
Ø Estimular e envolver os colegas para que o ajudem e para que participem nas sessões de intervenção.
- O aluno não deve ter métodos de avaliação diferente da turma
FONTE: http://pedagogiaaopedaletra.com/
O teatro de sombras, é uma arte muito antiga, saiba mais sobre ela.
O teatro de sombras, é uma arte muito antiga de contar histórias e de entretenimento que usa bonecos de sombra para criar imagens mantidas entre uma fonte de luz e uma tela translúcida ou tecido. As imagens produzidas pelos bonecos podem ter diversas cores e outros tipos de detalhes. Muitos efeitos podem ser alcançados através da movimentação tanto dos bonecos quanto da fonte de luz. Um marionetista talentoso pode fazer as figuras parecerem andar, dançar, lutar, acenar com a cabeça e rir.
O teatro de sombras é popular em várias culturas; atualmente essa arte é praticada por grupos de mais de 20 países. O teatro das sombras é uma velha tradição e tem uma longa história no Sudeste da Ásia; especialmente na Indonésia, Malásia, Tailândia e Camboja. É também considerada uma arte antiga em outras partes da Ásia como na China, Índia e Nepal. É também conhecida no Ocidente, da Turquia, Grécia até a França. É uma forma popular de entretenimento tanto para crianças quanto para adultos em muitos países ao redor do mundo.
Existe uma lenda chinesa a respeito da origem do teatro de sombras. O teatro de sombras foi bem conhecido Também no Brasil * No ano de 121, o imperador Wu'Ti da dinastia Han, desesperado com a morte de sua bailarina favorita, teria ordenado ao mago da corte que a trouxesse de volta ao "Reino das Sombras", caso contrário ele seria decapitado.
O mago usou a sua imaginação e, com uma pele de peixe macia e transparente, confeccionou a silhueta de uma bailarina. Depois, ordenou que, no jardim do palácio, fosse armada uma cortina branca contra a luz do sol, de modo que deixasse transparecer a luz.
No dia da apresentação o imperador e sua corte se reuniram no jardim do palácio. O mago fez surgir, ao som de uma flauta, a sombra de uma bailarina movimentando-se com leveza e graciosidade. Neste momento teria surgido o teatro de sombras.
Para fazer você mesmo:
O que caracteriza a deficiência visual?
O que caracteriza a deficiência visual?
* Baixa visão:
A definição é complexa devido a variedade e intensidade de comprometimento das funções visuais. Essas funções englobam desde a simples percepção de luz até a redução da acuidade e do campo visual que interferem ou limitam a execução de tarefas e o desempenho geral. (MEC)
A definição é complexa devido a variedade e intensidade de comprometimento das funções visuais. Essas funções englobam desde a simples percepção de luz até a redução da acuidade e do campo visual que interferem ou limitam a execução de tarefas e o desempenho geral. (MEC)
* Cegueira:
É a ausência total de visão.
Para a realização da escrita ou leitura em braille, é necessário que a criança conheça convenções, assimile conceitos gerais e específicos, desenvolva habilidades e destreza táteis.O tato, a destreza tátil e a coordenação bi manual precisam estar bem desenvolvidos, pois tanto a técnica da leitura quanto a escrita das letras dependem de movimentos sincronizados das mãos e da percepção tátil de diferenças, bem sutis.
As crianças cegas devem ser estimuladas desde cedo no que diz respeito à exploração do sistema háptico (o tato ativo ou em movimento) através de atividades lúdicas, do brinquedo e de brincadeiras. Elas devem desenvolver um conjunto de habilidades táteis e de conceitos básicos que tem a ver com o corpo em movimento, com orientação espacial, coordenação motora, sentido de direção etc. Tudo isto é importante para qualquer criança.
| John Bramblitt, pintor cego que encanta com suas maravilhosas obras de arte |
- Quais são as habilidades que devemos desenvolver em alunos com Deficiência visual?
Esses alunos devem desenvolver a formação de hábitos e de postura, destreza tátil, o sentido de orientação, o reconhecimento de desenhos, gráficos e maquetes em relevo dentre outras habilidades. As estratégias e as situações de aprendizagem devem valorizar o comportamento exploratório, a estimulação dos sentidos remanescentes, a iniciativa e a participação ativa.
Como trabalhar cores com alunos cegos?
As cores devem ser apresentadas aos alunos cegos por meio de associações e representações que possibilitem compreender e aplicar adequadamente o vocabulário e o conceito de cores na fala, na escrita, no contexto da escola e da vida. Assim, as cores podem ser associadas aos elementos da natureza, aos aromas, às notas musicais e a outras simbologias presentes na experiência dos alunos. Atividades escolares que se baseiam na visualização de cores podem ser adaptadas por meio da utilização de texturas, de equivalências, de convenções ou de outros recursos não visuais.
- Como trabalhar produção de textos com alunos cegos?
- Esses alunos são potencialmente capazes de compreender, interpretar e estabelecer relações. Estão habituados a exercitar predominantemente a escuta e a fala que costumam ser mais encorajadas do que o exercício da escrita. A produção de texto contribui para a estruturação da linguagem e do pensamento, além de despertar a imaginação e a criatividade. Esta é uma situação de aprendizagem muito rica que possibilita o contato e a interação com diversos códigos de expressão oral e escrita. É uma boa oportunidade para a observação e a compreensão de algumas peculiaridades e cuidados relativos à grafia braille, à leitura tátil, aos tipos ampliados, aos meios informáticos, entre outros.
Qual é o sentido mais aguçado nas pessoas cegas?
- As pessoas cegas que lêem muito por meio do sistema braille ou que executam trabalhos manuais tendem a desenvolver maior refinamento do tato. Quem se dedica à música, à afinação de instrumentos ou à discriminação de sons aguça a capacidade de discriminação auditiva. A degustação e a depuração de aromas ativam mais o paladar e o olfato. Portanto, são aguçados os sentidos mais presentes no processamento de informações, na exploração do ambiente, no exercício constante de orientação e mobilidade, na realização de atividades de vida diária, na formação de competências e no desenvolvimento de habilidades gerais ou específicas.

- Como uma pessoa cega identifica e escolhe as suas roupas?
- Algumas pessoas utilizam etiquetas de identificação, enquanto outras separam lotes de roupas da mesma cor ou preferem usar apenas cores neutras. A combinação das peças do vestuário e dos acessórios se dará pelo reconhecimento dos diferentes modelos e texturas, formatos, detalhes e outras referências. A conjugação das roupas, a distinção de cores, a organização geral têm a ver com os esquemas e as estratégias individuais. A identificação do vestuário, as preferências e as escolhas são fruto da elaboração de conceitos, do conhecimento e reconhecimento de padrões ou modalidades estéticas, do desenvolvimento de habilidades táteis, de critérios de organização e de funcionalidade. Enfim, a composição do figurino dependerá do estilo de vida e das experiências do sujeito.
- Acreditamos que as expectativas e os investimentos dos educadores devem ser os mesmos em relação a todos os educandos. Os alunos cegos e com baixa visão têm as mesmas potencialidades que os outros, pois a deficiência visual não limita a capacidade de aprender. As estratégias de aprendizagem, os procedimentos, os meios de acesso ao conhecimento e à informação, bem como os instrumentos de avaliação, devem ser adequados às condições visuais destes educandos. Neste sentido, procuramos compartilhar nossos achados, indicar rumos, elucidar algumas questões, provocar novas indagações e acenar para algumas práticas possíveis em um contexto ao mesmo tempo real e idealizado. Assim, esperamos colaborar com aqueles que desejam contribuir para a concretização de uma escola para todos na perspectiva de uma sociedade justa e igualitária.
Inclusão na escola: Materiais auxiliares na prática pedagógica de deficientes visuais
A princípio deve-se observar os aspectos físicos e da disposição do mobiliário da instituição, caso não esteja de acordo com a legislação vigente, deverá adaptar se em tempo hábil estipulado pela mesma, bem como:
Fixar etiquetas em Braille nos objetos;
As portas devem ficar completamente abertas ou fechadas;
O mobiliário deve estar estável;
Reservar um espaço da sala de aula com mobiliário adequado;
Seleção do material pedagógico (livro em Braille, recursos tecnológicos e outros conforme temas em estudo)
Seleção de programas leitores de tela com síntese de voz;
Aplicativos operados por meio do teclado que dispensam o uso de mouse;
Adaptar materiais esportivos, como bola com chocalho;
Utilizar livros de história com ilustrações em Braille;
Selecionar vários objetos para a manipulação e exploração;
Oferecer capacitação para os docentes.
EQUIPAMENTOS:
Para suavizar a circunstância da escola e a própria exclusão do aluno, sugerimos a aquisição de recursos tecnológicos que ampliam a comunicação entre o aluno e os docentes. Além da capacitação de pessoas para o uso deles.
BRAILLE – alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em relevo, o deficiente visual distingue pelo tato. Apenas com seis pontos é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismo, sinais algébricos e notas musicais.
IMPRESSORAS EM BRAILLE – São impressoras especiais de computadores pessoais comuns que produzem material em Braille. É possível imprimir em Braille praticamente todo o arquivo, mesmo contendo figuras, embora o seu custo muito restritivo.
SOROBAN – é um dispositivo usado para ensinar matemática para os deficientes visuais
O soroban, aparelho de cálculos usado há muitos anos no Japão, pode ser considerado uma máquina de calcular de grande rapidez, permitindo registros e operações de forma mais simples. Com ele os alunos aprendem concretamente os fundamentos da matemática, as quatro operações, as ordens decimais e seus valores, e até cálculos mais complexos.
DOSVOX – é um sistema computacional criado a partir da necessidade de inclusão do aluno Marcelo Pimentel, deficiente visual, estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a supervisão do professor Antonio Borges, no ano de 1.993. Ele possui um conjunto de ferramentas e aplicativos além de agenda, chat e jogos interativos.
Pode ser obtido gratuitamente por meio de download do site: http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox .
VIRTUAL VISION – é um software brasileiro desenvolvido pela Micropower, em São Paulo concebido para operar com utilitários e as ferramentas do ambiente Windows. É distribuído gratuitamente pela Fundação Bradesco e Banco Real para usuários cegos. Para outros fins é comercializado. Site para maiores informações: http:/www.micropower.com.br
JAWS - software desenvolvido nos Estados Unidos e mundialmente conhecido como leitor de tela mais completo e avançado. Ele é composto por diversos recursos e ferramentas com tradução para diversos idiomas. O Brasil ainda não tem subsídio para distribuição sem ônus para seus usuários desse sistema, sendo um dos leitores de telas atual mais caro.
Acesse: http:/www.lerparaver.com ou http:/www.lamara.org.br para maiores informações.
SINTETIZADOR DE VOZ - um sistema informático de produção artificial de voz humana utilizado para este propósito que pode ser implementado em software ou hardware . Um sistema texto- voz (ou TTS em inglês) converte texto em linguagem normal para voz; outros sistemas interpretam representação linguística simbólica (como transcrição fonética) em voz.
MAGIC – é um sistema de ampliação de telas, que permite que a imagem exibida no monitor seja ampliada e/ ou sintetizada em voz.
OUTROS RECURSOS:
Caso a escola não consiga adquirir imediatamente todos os aparatos tecnológicos, pode confeccionar:
Cela braille: confeccionada com caixas de papelão, frascos de desodorantes e embalagem de ovos. Celinha braille: feitas com caixas de chicletes, botões, cartelas de comprimidos, caixa de fósforo, emborrachado.
Caixa de vocabulário: caixa plástica ou de papelão contendo miniaturas coladas em cartões com o nome do objeto em braille e em tinta.
Cela braille vasada: confeccionada em vários tamanhos com acetado usado em radiografias de papelão.
Brincando com frações: representação de frações utilizando embalagens de pizza e bandejas de isopor.
Fita métrica adaptada: com marcações na forma de orifícios e pequenos recortes.
Pranchas para desenhos em relevo: retângulo de eucatex recoberto com tela de náilon de proteção para produção de desenhos com lápis-cera ou recoberto com couro para desenhos com carretilhas.
Alfabeto: letras cursivas confeccionadas com emborrachado, papelão ou em arame flexível;
Gaveteiro alfabético: cada gaveta contém miniaturas de objetos iniciadas com a letra fixada em relevo e em braille na parte externa;
Pesca-palavras: caixa plástico ou de papelão contendo cartelas imantadas com palavras em braille para serem pescadas com vareta de churrasco com imã na ponta.
Roleta das letras: disco na forma de relógio com num ponteiro giratório contendo as letras do alfabeto em braille e em tinta.
Livro de bolso: as páginas são de pano contendo reálias e com palavras, frases ou expressões escritas em braille.
Grade para escrita cursiva: pautas confeccionadas com caixa de papelão, radiografias, emborrachado e outros;
Caixa de números: caixas de plástico ou papelão contendo miniaturas. Colar na parte externa o numeral em tinta, relevo e em braile correspondente a quantidade de objetos guardados no interior da caixa.
Baralho: adaptado com inscrição em braille do número e naipe.
Mural do tempo: cartaz com frases curtas em braille e me tinta e desenho em relevo expressando as condições do tempo em cada dia da semana.
Bandeira do Brasil: confeccionada com diferentes materiais em relevo com encaixe ou superposição das partes.
Dominó: adaptada com diferentes texturas de tecido.
Jogo de dama: adaptado com velcro.
* Cubo mágico:
Jogo de dama: adaptado com velcro.
* Cubo mágico:
| Dominó BRAILLE |
- AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO:
- Na avaliação não é diferente, é recomendável a produção de provas, exercícios em braille ou mesmo o uso de multimeios considerando as dificuldades enfrentadas pelo aluno e estabelecer a organização de um programa de acompanhamento e orientação pedagógica. Através dessa avaliação é possível construir um quadro de desenvolvimento incondicional dessa criança.
- Fontes:http://mulheresmuitoespeciais.blogspot.com.br/2011/03/famosas-com-deficiencia.html
- http://pt.slideshare.net/AlsiaRamos/cegos-40987796
- http://www.ibc.gov.br/?itemid=350
- http://www.braillevirtual.fe.usp.br/
- Acessados em: 28/05/2015
Quem foi Louis Braille?
Quem foi Louis Braille?
Nasceu a 4 de Janeiro de 1809, numa pequena aldeia Francesa chamada Coupvray.
Louis Braille cegou aos três anos de idade, em consequência de um acidente que
ocorreu quando brincava com apara de couro na oficina de seu pai.
Aos 10 anos de idade ingressou na Escola de Cegos Valentin Hauy, onde se distinguiu
pela sua inteligência tendo-se destacado na aprendizagem de órgão, tornando-se
organista de profissão.
Mais tarde, assumiu a direcção da escola que o acolheu onde veio a leccionar, tendo
também iniciado muitos jovens cegos nas lides musicais.
Faleceu em 1852, vítima de doença, tendo dedicado toda a sua vida à defesa dos direitos
dos cegos, que na altura eram considerados por muitos como um peso morto para a
sociedade.
Como surgiu o sistema de escrita em Braille?
O sistema de escrita em Braille surgiu a partir da combinação de seis pontos, os quais,
utilizados em diferentes posições, permitiram a criação de um alfabeto com caracteres
em relevo.
Inspirando-se num código, inventado pelo Capitão do exercito francês, Charles Barbier,
que o utilizou para comunicar com os seus soldados, em tempo de guerra, consistindo o
mesmo código na combinação de traços e de pontos em relevo, a fim de não atrair as
atenções do inimigo, Louis Braille concebeu um sistema ao qual foi dado o seu próprio
nome.
Contando com o amor e apoio dos pais, Louis acostumou-se logo à nova situação. Com o auxílio de uma bengalinha, ia à escola, onde demonstrou em pouco tempo inteligência superior aos meninos da sua idade, pois decorava e recitava as lições que ouvia, espantando os professores com a sua inteligência brilhante.
Aos sete anos consegue ingressar na instituição de Valentin Haüy, um homem culto e de nobre coração, que, em 1784, fundara em Paris uma escola para instruir os cegos e prepará-los para a vida. Haüy, apologista das filosofias sensistas - defensoras de que tudo depende dos sentidos -, adapta o alfabeto vulgar, traçado em relevo, a fim de que as letras fossem perceptíveis pelos dedos dos destinatários.
Também, por essa época, Charles Barbier de la Serre, um capitão de artilharia, aperfeiçoava um código através de pontos, que podia ler-se com os dedos e que era usado para velar os segredos das mensagens militares e diplomáticas, a que chamou "escrita noturna" ou "sonografia".
Um encontro com Teresa von Paradise, concertista cega, foi decisivo na sua vida. Teresa idealizara um engenhoso aparelho para ler e compor ao piano, que fascinou Braille. Aprendendo música com ela, tornou-se rapidamente organista e violoncelista. Aos quinze anos foi admitido como organista da Igreja de Santa Ana, em Paris.
Nessa altura seus pais já tinham morrido, assim como o seu grande amigo Haüy, director do Instituto que se transformara no seu lar. Como dedicasse grande parte do seu tempo à educação dos novos alunos, aceitaram-no como professor do Instituto.
Rapaz educado e agradável, era recebido nos melhores salões da época. E foi num desses salões que Braille conheceu Alphonse Thibaud, então conselheiro comercial do governo francês. No meio de uma conversa Thibaud perguntou-lhe porque não tentava criar um método que possibilitasse aos cegos não apenas ler, mas também escrever.
A princípio, Braille irritou-se com a sugestão, pois achava que a tarefa devia caber aos que viam e não a ele. Reconsiderando, começou a admitir a possibilidade de realizá-la, mesmo sendo cego.
Foi então que começou a trabalhar no código de Barbier. Após três anos, o jovem estudioso conseguiu o que queria: o sistema dos pontos em relevo representando letras. A ponta de uma sovela, o mesmo instrumento que lhe tirara a visão, passara a ser o seu instrumento de trabalho.
Geralmente, aponta-se 1825 como o momento em que o jovem aluno inventa o sistema (que mais tarde veio a ter o seu nome).
Todavia, apenas em 1829 publica a primeira edição do trabalho, intitulado "Processo para escrever as palavras, a música e o canto-chão, por meio de pontos, para uso dos cegos e dispostos para eles". Deu-lhe forma definitiva na segunda edição, vinda a lume em 1837.
Este sistema é constituído por seis pontos, em duas filas verticais de três, num total de 63 sinais.
Este processo de leitura e escrita através de pontos em relevo é usado, atualmente, em todo o mundo. Trata-se de um modelo de lógica, de simplicidade e de polivalência, que se adapta a todas as necessidades dos utilizadores, quer nas línguas e em toda a espécie de grafias, quer na música, matemática, física, etc.
Uma desilusão o aguardava: dificilmente o seu sistema seria aceite. O capital empregado pelas escolas nos enormes livros para cegos não permitia que lhes fossem deixados de lado de uma hora para a outra.
Braille, então com vinte anos, começou a ser procurado pelos alunos do Instituto que lhe pediam lições do novo sistema. Estas aulas tinham que ser realizadas às escondidas, mas serviriam - pensava ele - para difundir o método e provar a sua funcionalidade. Braille tentava, ao mesmo tempo, exibir o sistema nos lugares que freqüentava. O máximo que conseguiu foi um ofício, no qual o governo francês agradecia a sua contribuição à Ciência.
Curiosidades:
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| Marie Therese von Paradis |
De entre os alunos a quem ensinava música havia uma pequena cega, Teresa von Kleinert. O seu talento ao piano era extraordinário, o que animou Braille a ensinar-lhe o seu sistema de pontinhos. Em pouco tempo, Teresa tornou-se concertista de sucesso. Recebida com agrado nos salões da Europa, Teresa difundia, a cada apresentação, o sistema Braille e pela primeira vez os jornais falavam no seu nome, até então desconhecido. A 6 de Janeiro de 1852 Braille morreu, sem chegar a ver reconhecido o seu trabalho. Só dois anos após a sua morte o sistema foi reconhecido oficialmente na França, depois que Teresa se exibiu na Exposição Internacional de Paris. Ao piano, pôde mostrar ao mundo como é que um cego podia aprender a ler e a escrever. Isso tudo, graças a um sistema criado por outro cego.
O Sistema Braille foi uma janela que se abriu no vasto universo da cultura, permitindo
que as pessoas cegas nele pudessem penetrar, através da escrita e da leitura.
Até então, outros sistemas haviam sido utilizados, nomeadamente, o uso de letras
móveis, as quais eram de dimensões bastante ampliadas, o que dificultava o seu
manuseamento na construção de palavras, não sendo os seus resultados tão eficazes, em
relação ao esforço despendido.
Actualmente, o Braille, continua a trabalhar em conjunto com os equipamentos mais
evoluídos mostrando-se sempre eficiente.
O alfabeto em Braille na sua forma mais simples:
- Fonte: http://www.euroacessibilidade.com/pdf/O_Braille.pdf
- http://www.feparana.com.br/biografia.php?cod_biog=194 Acessado em: 27/05/15
Um pouco sobre LIBRAS - A Língua Brasileira de sinais
Reconhecida desde 2002 (Lei nº 10.436, de 24 de abril) como meio legal de comunicação e expressão entre as comunidades de pessoas surdas no Brasil, pode ser aprendida por qualquer pessoa interessada pela comunicação com essa comunidade.
A LIBRAS apresenta todos os componentes das línguas orais, como gramática, semântica, pragmática, sintaxe e
outros elementos. Preenche, assim, os requisitos científicos para ser considerada instrumental linguístico.
Nas línguas de sinais, as configurações de mãos, juntamente com as localizações em que os sinais são produzidos,
os movimentos e as direções são responsáveis por produzir os sinais que formam as palavras nessa língua.
Ao contrário do que se imagina, não existe uma língua de sinais utilizada e compreendida universalmente. As
línguas de sinais praticadas em diversos países e diferem uma das outras e, assim como para as línguas orais, existem
dialetos ou variações regionais dos sinais. Esta é uma língua que tem estrutura própria. Um sinal remete a um
signo linguístico, não existindo uma correspondência termo a termo com a língua oral, o que torna as duas línguas
independentes.
O tradutor/intérprete da LIBRAS:
O tradutor-intérprete da língua de sinais é a pessoa ouvinte bilíngue que traduz e interpreta a língua de sinais para a
língua portuguesa em quaisquer modalidades que se apresentar, seja oral ou escrita (Decreto nº 5.626/2005).
Os tradutores-intérpretes desempenham papel de mediadores das relações sociais entre ouvintes e surdos, atenuando
as barreiras comunicativas e linguísticas e estabelecendo a ligação entre esses dois mundos.
É importante destacar que uma tradução sempre envolve a modalidade da língua escrita. Já a interpretação sempre
envolve as línguas falada (oral-auditiva) e sinalizada (visual-espacial).
O intérprete de LIBRAS precisa ter qualificação específica para atuar como tal. Isso significa ter domínio dos
processos, dos modelos, das estratégias e técnicas de tradução e interpretação.
Cabe a esses profissionais seguir preceitos éticos como imparcialidade, confiabilidade, discrição e fidelidade. Para a
realização deste trabalho, é necessário que esses profissionais sejam capacitados em cursos específicos, oferecidos
por entidades que atuam junto às pessoas com deficiência auditiva/surdez ou tenham certificação de proficiência
em LIBRAS, oferecida pelo Ministério da Educação (MEC).
A convivência e a interação com a comunidade surda
são fatores extremamente relevantes para a obtenção de fluência na língua.
A busca de qualificação permanente e a observância do Código de Ética são fundamentais para o bom desempenho
dos intérpretes de LIBRAS.
Código de Ética do Intérprete de LIBRAS:
A seguir, é descrito o Código de Ética que é parte integrante do Regimento Interno do Departamento Nacional de
Intérpretes da Federação Nacional de Educação e Intergração dos Surdos (FENEIS).
(RID - Registro dos Intérpretes para Surdos - em 28-29 de janeiro de 1965, Washington, EUA) Tradução do original
Interpreting for Deaf People, Stephen (ed.) USA por Ricardo Sander. Adaptação dos Representantes dos Estados
Brasileiros - Aprovado por ocasião do II (2) Encontro Nacional de Intérpretes - Rio de Janeiro/RJ/Brasil -1992.
Capítulo 1 - Princípios fundamentais
São deveres fundamentais do intérprete:
Art. 1º. O intérprete deve ser uma pessoa de alto caráter moral, honesto, consciente, confidente e de equilíbrio
emocional. Ele guardará informações confidenciais e não poderá trair confidências, as quais foram confiadas a ele.
Art. 2º. O intérprete deve manter uma atitude imparcial durante o transcurso da interpretação, evitando
interferências e opiniões próprias, a menos que seja requerido pelo grupo a fazê-lo.
Art. 3º. O intérprete deve interpretar fielmente e com o melhor da sua habilidade, sempre transmitindo o pensamento,
a intenção e o espírito do palestrante. Ele deve lembrar dos limites de sua função e não ir além da sua responsabilidade.
Art. 4º. O intérprete deve reconhecer seu próprio nível de competência e ser prudente em aceitar tarefas, procurando
assistência de outros intérpretes e/ou profissionais, quando necessário, especialmente em palestras técnicas.
Art. 5º. O intérprete deve adotar uma conduta adequada de se vestir, sem adereços, mantendo a dignidade da
profissão e não chamando atenção indevida sobre si mesmo, durante o exercício da função.
Capítulo 2 - Relações com o contratante do serviço
Art. 6º. O intérprete deve ser remunerado por serviços prestados e se dispor a providenciar serviços de
interpretação, em situações onde fundos não são possíveis.
Art. 7º. Acordos em níveis profissionais devem ter remuneração de acordo com a tabela de cada estado, aprovada
pela FENEIS.
Capítulo 3 - Responsabilidade profissional
Art. 8º. O intérprete jamais deve encorajar pessoas surdas a buscarem decisões legais ou outras em seu favor.
Art. 9º. O intérprete deve considerar os diversos níveis da Língua Brasileira de Sinais bem como da Língua
Portuguesa.
Art. 10. Em casos legais, o intérprete deve informar à autoridade qual o nível de comunicação da pessoa
envolvida, informando quando a interpretação literal não é possível e o intérprete, então, terá que parafrasear de modo
claro o que está sendo dito à pessoa surda e o que ela está dizendo à autoridade.
Art. 11. O intérprete deve procurar manter a dignidade, o respeito e a pureza das línguas envolvidas. Ele também
deve estar pronto para aprender e aceitar novos sinais, se isso for necessário para o entendimento.
Art. 12. O intérprete deve esforçar-se para reconhecer os vários tipos de assistência ao surdo e fazer o melhor
para atender às suas necessidades particulares.
Capítulo 4 - Relações com os colegas
Art. 13. Reconhecendo a necessidade para o seu desenvolvimento profissional, o intérprete deve agrupar-se
com colegas profissionais com o propósito de dividir novos conhecimentos de vida e desenvolver suas capacidades
expressivas e receptivas em interpretação e tradução.
Parágrafo único. O intérprete deve esclarecer o público no que diz respeito ao surdo sempre que possível,
reconhecendo que muitos equívocos (má informação) têm surgido devido à falta de conhecimento do público sobre a
área da surdez e a comunicação com o surdo.
Educação
Segundo o último censo escolar da educação básica no
Brasil, realizado em 2006, o número de alunos surdos
ou com deficiência auditiva matriculados nas escolas
de ensino básico, tanto público quanto privado, cresceu
133% em 10 anos.
O censo realizado pelo Ministério da Educação (MEC), em
parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep), revela que, em
2006, cerca de 70 mil alunos com surdez ou deficiência
auditiva estavam matriculados no ensino básico, enquanto
em 1996, pouco mais de 30 mil estudantes integravam a
educação básica.
Fique atento à terminologia!
LIBRAS
Língua Brasileira de Sinais ou Linguagem Brasileira de Sinais?
Trata-se de uma língua e não de uma linguagem. Há a tendência de se achar que a LIBRAS é uma linguagem, pois
acredita-se que a língua de sinais são apenas “gestos”, sem nenhuma estruturação linguística.
A linguagem é a capacidade que o homem tem de expressar-se e, para tanto, ele pode utilizar meios não verbais,
como gestos, desenhos, cores, não necessariamente a língua (linguagem verbal). Uma pessoa que não conheça
língua alguma, ainda assim, possui linguagem, já que tem a capacidade de expressar-se.
Pessoas com deficiência:
Os movimentos mundiais de pessoas com deficiência, incluindo os do Brasil, estão debatendo o nome pelo qual elas
desejam ser chamadas. Mundialmente, já finalizaram a questão: querem ser chamadas de “pessoas com deficiência”
em todos os idiomas. Esse termo faz parte do texto da Convenção Internacional para Proteção e Promoção dos
Direitos e Dignidade das Pessoas com Deficiência, aprovada pela Assembléia Geral da ONU em 2003.
TV: importante ferramenta de inclusão social:
A comunicação é um dos principais fatores do processo de inclusão do ser humano e significa participação,
convivência e socialização. A limitação ocasionada pela deficiência auditiva acarreta não apenas alterações no
desenvolvimento da linguagem, mas também nos aspectos cognitivo, social, emocional e educacional. Ter acesso
a todo tipo de comunicação faz com que os surdos possam não apenas ser incluídos na sociedade, mas garante um
dos direitos previstos na Constituição Federal, que é o direito à informação.
Para isso, uma das ferramentas utilizadas, a fim de assegurar esse direito constitucional, é a televisão, que ocupa
hoje um lugar privilegiado nos meios de comunicação de massa. Esse privilégio acontece em vários países e,
mesmo dividindo a atenção do público com o rádio, o jornal, o cinema e a internet, a TV permanece como um dos
meios mais fiéis de acesso à informação .
Assim, as emissoras de TV devem estar preparadas
para o fato que de muitas pessoas com deficiências
demandam técnicas especiais para receberem a
informação.
Mesmo dispondo de modernas tecnologias, as
emissoras de TV brasileiras ainda precisam trilhar
longo caminho para que sua programação atenda
de modo totalmente satisfatório a população com
deficiência.
Vários motivos podem corroborar para tanto. Por
exemplo: falta de normas disciplinadoras, falha na
fiscalização, ausência de consciência social por parte
das concessionárias de radiodifusão, existência de
tendências estéticas dominantes e até mesmo timidez
nas reivindicações apresentadas por parte das pessoas
com deficiência.
Para cumprir seu papel, a televisão deve ser acessível a todos, independentemente de suas diferenças.
Acessibilidade na TV significa facilitar a obtenção de serviços, uso de dispositivos e sistemas ou acesso aos meios
de comunicação e de informação, para pessoas com qualquer tipo de deficiência.
Segundo a Portaria nº 310, de 27 de junho de 2006, do Ministério das Comunicações,
que dispõe sobre acessibilidade da pessoa com deficiência à programação de Rádio
e TV, as emissoras de radiodifusão de sons e imagens e as retransmissoras de televisão
são responsáveis pela produção e veiculação dos recursos de acessibilidade em todos os
programas dos quais sejam detentoras dos direitos autorais.
Além dessa Portaria, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) criou uma norma
específica para acessibilidade em comunicação na televisão, apresentada a seguir.
Acessibilidade em Comunicação na Televisão - Associação Brasileira de Normas Técnicas 3 - NBR 15.290
Como descrito na Portaria nº 1.220/07, as vinhetas da Classificação Indicativa devem ser produzidas conforme as
normas técnicas brasileiras de acessibilidade em comunicação na televisão, elaboradas pela ABNT.
A NBR 15.290, que dispõe sobre a acessibilidade em comunicação na televisão, foi elaborada em 2005 pela
Comissão de Estudo de Acessibilidade em Comunicação.
A norma estabelece diretrizes gerais aplicáveis a todas as emissoras e programadoras, públicas ou privadas, em
transmissões nas frequências de UHF, VHF, a cabo, por satélite e por meio de protocolo IP, para que a programação
televisiva seja acessível a todas as pessoas com deficiência auditiva, visual ou cognitiva, assegurando os direitos de
cidadania estabelecidos pela Constituição Federal.
A NBR 15.290 estabelece diretrizes e regras específicas para a janela de LIBRAS.
Tradutor-intérprete de LIBRAS
Críticas:
• Falta de qualificação e de postura profissional da maioria dos
intérpretes de LIBRAS;
• Uso de sinais errados ou de modo inadequado;
• Roupa, cabelo e maquiagem inadequados;
• Falta de contraste entre as cores das roupas e da pele do
intérprete;
• O cabelo de alguns intérpretes estava caído no rosto e
atrapalhou a visualização da expressão feita pelo profissional
e, por consequência, a recepção da mensagem;
• Falta de expressões faciais e corporais e produção incorreta
na articulação do sinal;
• Roupas de cores amarela, vermelha, laranja e verde limão
devem ser evitadas porque desviam o olhar do surdo das mãos
para as cores. Da mesma forma que o ouvinte se desconcentra
com ruído de volume alto, o surdo perde a concentração em
meio a cores fortes, que representam uma poluição visual;
• Os intérpretes não devem usar acessórios como correntes,
pulseiras ou brincos compridos, para que não chamem
atenção mais do que a mensagem.
Sugestões :
• O intérprete deve ser profissional, ter proficiência em LIBRAS,
frequentar e ser indicado por associações, federações e
instituições ligadas aos surdos. Nas gravações, o intérprete
deve estar acompanhado por um instrutor de LIBRAS com
qualificação diplomada pelo MEC e por uma pessoa com
deficiência auditiva/surdo que deverão assessorá-lo;
• A vestimenta, a pele e o cabelo do intérprete devem ser
contrastantes entre si e em relação ao fundo. Devem ser
evitados fundo e vestimenta em tons próximos ao tom da
pele do intérprete (NBR 15.290);
• Pessoas de pele clara devem usar roupas de cores escuras
(preto, verde escuro, marrom ou azul marinho);
• Pessoas morenas e negras devem usar roupas de cores claras
(gelo, creme, cáqui, bege);
• O ideal é que os intérpretes usem blusas de cor única, sem
estampas, de manga curta ou três quartos, sem decotes
ou golas;
• É importante que o intérprete atente para o cabelo, tendo o
cuidado com o penteado para não cobrir a expressão facial.
Preferencialmente os cabelos devem estar totalmente
presos;
• Interpretar a mensagem de forma clara, expressiva, simpática
e sem exageros
Como se comunicar com o surdo?
- Evite falar de costas, de lado ou com a cabeça baixa.
- Olhe para o surdo enquanto você fala. Fale com movimentos labiais bem definidos, para que ele possa compreender.
- Fale naturalmente, sem alterar o tom de voz ou exceder nas articulações.
- Use gestos que simbolizem as palavras e que possam ajudar na comunicação. Exemplos: não, pequeno, dinheiro, muito.
- Seja expressivo, pois a expressão facial auxilia a comunicação.
- Caso queira chamar a atenção, sinalize as mãos, movimentando-as no campo visual dele ou toque gentilmente em seu braço.
- Se você apresentar dificuldades em compreender o que a pessoa surda está falando, seja sincero e diga que você não compreendeu.
- Peça para a pessoa repetir o que falou. Se você ainda não entender, peça-lhe para escrever.
- Use palavras simples para esta comunicação.
- Se tiver interesse, peça ao surdo para lhe ensinar alguns sinais em LIBRAS.
Legislação:
Decreto nº 5.296/2004 - define que cabe ao Poder Público incentivar a oferta de aparelhos de televisão equipados
com recursos tecnológicos que permitam sua utilização de modo a garantir o direito de acesso à informação às pessoas
portadoras de deficiência auditiva ou visual tais como: circuito de decodificação de legenda oculta; recurso para Programa
Secundário de Áudio (SAP); entradas para fones de ouvido com ou sem fio; subtitulação por meio de legenda oculta; a
janela com intérprete de LIBRAS; e a descrição e narração em voz de cenas e imagens.
Decreto nº 5.626/2005 - determina que o Poder Público, as empresas concessionárias de serviços públicos e os órgãos
da administração pública federal direta e indireta devem garantir às pessoas surdas o tratamento diferenciado por meio
do uso e difusão de Libras e da tradução e interpretação de Libras-Língua Portuguesa, realizados por servidores e
empregados capacitados para essa função, bem como o acesso às tecnologias de informação, conforme prevê o Decreto
5.296/2004.
Decreto nº 5.645/2005 - determina que a programação transmitida ou retransmitida seja acessível para pessoas com
deficiência, de acordo com a Lei nº 10.098/2000 e o Decreto nº 5.296/2004.
Instrução Normativa nº 1/2005 (Secretaria-Geral da Presidência da República) - dispõe sobre a utilização de recursos
de acessibilidade em pronunciamentos oficiais por meio da TV.
Lei nº 10.098/2000 - padroniza recursos como o closed caption e a legenda oculta para pessoas com deficiência auditiva.
O artigo 19, desta Lei, diz que: “os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens adotarão planos de medidas
técnicas com objetivo de permitir o uso da linguagem de sinais ou outra subtitulação, para garantir o direito de acesso à
informação às pessoas portadoras de deficiência auditiva, na forma e no prazo previstos em regulamento”.
Lei nº 10.436/2002 - reconhece como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais LIBRAS - e
outros recursos de expressão a ela associados.
Norma Brasileira nº 15.290/2005 (Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT) - dispõe sobre a acessibilidade
em comunicação na televisão. As diretrizes desta norma são aplicáveis a todas as emissoras e programadoras, públicas
ou privadas, em transmissões nas frequências de UHF, VHF, a cabo, por satélite, por meio de protocolo IP, bem assim por
meio dos protocolos e frequências específicas da TV digital.
A norma visa dar acesso à informação e ao entretenimento
proporcionados pela TV às pessoas com deficiência auditiva, visual ou cognitiva, além de possibilitar o exercício da
cidadania, assegurando os direitos do cidadão estabelecidos pela Constituição Federal.
Norma Complementar nº 01/2006 (Ministério das Comunicações) - dispõe sobre recursos de acessibilidade, para
pessoas com deficiência, na programação veiculada nos serviços de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão
de televisão. Dispõe, ainda, sobre o projeto de desenvolvimento e implementação da televisão digital no Brasil, que
deverá permitir acionamento opcional da janela de LIBRAS, para os espectadores que necessitarem deste recurso, de
modo a possibilitar sua veiculação em toda a programação.
Portaria Ministerial n° 310/2006 (Ministério das Comunicações) - estabelece recursos de acessibilidade para pessoas
com deficiência, na programação veiculada nos serviços de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de
televisão.
Fonte: CARTILHA: "A Classificação Indicativa na Língua Brasileira de Sinais /
Organização: Secretaria Nacional de Justiça. – Brasília : SNJ, 2009."
http://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/Cartilha_libras.pdf
http://www.librasgerais.com.br/principal/index.php
Baixe a fonte "libras" para dowload:
http://culturasurda.net/2015/02/19/fonte-libras/
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