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Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância.

Resenha do livro: POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio d...

BRIGADEIRÃO DO PAPAI



PARA A MASSA

Ingredientes

7 ovos
7 colheres (sopa) de açúcar
10 colheres (sopa) de chocolate em pó
3 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de óleo de canola
1 colher (sopa) de fermento em pó
50 g de coco ralado
50 g de chocolate granulado
manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar

Modo de Preparo

1. Preaqueça o forno a 180°C (temperatura média). Unte uma fôrma de pudim (com furo no meio) com manteiga e polvilhe com farinha de trigo.

2. No liquidificador, bata todos os ingredientes, exceto o chocolate granulado, até obter uma massa homogênea.

3. Transfira a massa para a fôrma untada e leve ao forno por cerca de 1 hora. Enquanto o brigadeirão assa, prepare a cobertura (veja a receita abaixo). Quando retirar do forno, passe uma faca de ponta redonda na lateral da fôrma e deixe esfriar.

4. Para desenformar, coloque um prato por cima da fôrma e vire de uma vez. Espalhe a cobertura no brigadeirão e polvilhe com chocolate granulado.

PARA A COBERTURA

Ingredientes

1 lata de leite condensado
1/2 lata de leite
5 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de manteiga 

Modo de Preparo

Numa panela, misture todos os ingredientes e leve ao fogo alto, mexendo sempre com uma colher de pau. Quando ferver, abaixe o fogo e mexa até o brigadeiro soltar do fundo da panela por cerca de 7 minutos. Desligue o fogo e deixe esfriar.

BRIGADEIRÃO DO PAPAI



PARA A MASSA

Ingredientes

7 ovos
7 colheres (sopa) de açúcar
10 colheres (sopa) de chocolate em pó
3 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de óleo de canola
1 colher (sopa) de fermento em pó
50 g de coco ralado
50 g de chocolate granulado
manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar

Modo de Preparo

1. Preaqueça o forno a 180°C (temperatura média). Unte uma fôrma de pudim (com furo no meio) com manteiga e polvilhe com farinha de trigo.

2. No liquidificador, bata todos os ingredientes, exceto o chocolate granulado, até obter uma massa homogênea.

3. Transfira a massa para a fôrma untada e leve ao forno por cerca de 1 hora. Enquanto o brigadeirão assa, prepare a cobertura (veja a receita abaixo). Quando retirar do forno, passe uma faca de ponta redonda na lateral da fôrma e deixe esfriar.

4. Para desenformar, coloque um prato por cima da fôrma e vire de uma vez. Espalhe a cobertura no brigadeirão e polvilhe com chocolate granulado.

PARA A COBERTURA

Ingredientes

1 lata de leite condensado
1/2 lata de leite
5 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de manteiga 

Modo de Preparo

Numa panela, misture todos os ingredientes e leve ao fogo alto, mexendo sempre com uma colher de pau. Quando ferver, abaixe o fogo e mexa até o brigadeiro soltar do fundo da panela por cerca de 7 minutos. Desligue o fogo e deixe esfriar.

Dia da Informática



DIA DA INFORMÁTICA

A informática é, talvez, a área que mais influenciou o curso do século XX. Se hoje vivemos na Era da Informação, isto se deve ao avanço tecnológico na transmissão de dados e às novas facilidades de comunicação - ambos impensáveis sem a evolução dos computadores.
Existe informática em quase tudo que fazemos e em quase todos os produtos que consumimos. É muito difícil pensar em mudanças sem que em alguma parte do processo a informática não esteja envolvida.
Desde seus primórdios no século XX, quando possuía finalidade exclusivamente científica e militar, a informática já era usada pelos governos, como a Alemanha e os Estados Unidos. Ainda hoje, computadores são utilizados para rastrear e orientar naves e tanques, e também organizar planejamentos estratégicos e armazenar dados militares.
Os governos dos países utilizam a informática no recenseamento, agilizando sua apuração, e também para disponibilizá-la à população. É o que você pode conferir aqui no IBGE: oferecemos informação pela Internet e por softwares de recuperação de dados.
Os bancos também monitoram contas e cadastros através da informática; pessoas no mundo todo podem conversar em tempo real através de computadores; crianças podem aprender através da informática e já existem até cursos à distância facilitados pelo computador e pela Internet.
Sem os computadores, o homem não teria chegado à Lua; não poderíamos manter os satélites no espaço; não transmitiríamos as notícias tão rápido e com tamanho alcance; demoraríamos horas para conseguirmos certos resultados de cálculos ou determinadas pesquisas; certos aparelhos de hospitais não existiriam e os exames de laboratório não seriam tão precisos. E por aí vai...
ANTIGÜIDADE E INFORMÁTICA
A história da informática acompanha o processo de criar e armazenar dados, algo que já é feito desde a Antigüidade. A palavra vem da junção de dois vocábulos: informação e automática. Logo, a idéia de agilizar a recuperação de informações tem sido trabalhada há muito tempo, com a diferença que agora as mudanças são bem mais rápidas do que antes.
Repare bem: em 3.500 a.C., já havia o mais antigo instrumento de cálculo: o ábaco. Costuma-se dizer que o ábaco é o embrião da informática. Por quê? Porque foi o primeiro dispositivo de computação, mesmo que ainda usando meios mecânicos. Era composto de varetas ou barras e pequenas bolas, usadas para fazer contas.
Os chineses adaptaram o ábaco e, por volta de 2.500 a.C., nasceu um sistema chamado "Suan-Pan". Eram palitos empilhados que, dependendo da posição, mudavam de valor. Quando dispostos sobre uma tábua, era possível fazer cálculos com as quatro operações básicas.
ÀS VÉSPERAS DO SÉCULO XX
No século XIX, começaram a pipocar inventos com objetivo de "imitar" o pensamento, ou pelo menos suas funções de memória. Obviamente eram muito rudimentares em comparação às máquinas atuais, mas é interessante notar o caminho trilhado pelos cientistas da época. Eles estavam buscando desenvolver mecanismos automáticos (lembra da Revolução Industrial?) e entre eles estava o invento de Jacquard: uma espécie de tear automático, que fazia desenhos de acordo com o comando de algumas placas perfuradas.
O tecelão poderia variar o padrão do tear de acordo com as placas: cada uma dava um comando diferente. Este conceito foi uma das grandes influências ao se conceber o computador. Isto foi em 1801, e cerca de 30 anos depois, em 1834, foi a vez da famosa Máquina Analítica, do inglês Charles Babbage.
Babbage não pôde concluir a Máquina Analítica por falta de recursos, mas sua concepção foi revolucionária. Trazia os principais conceitos da informática: programas, memória, unidade de controle e periféricos de saída, utilizando também cartões perfurados.
O invento de Babbage inspirou o primeiro computador eletrônico-mecânico, em 1890. Com ele, o censo americano de 1890 saiu bem mais rápido: antes, levava sete anos para apurar os resultados; com o computador, pôde apurar em seis semanas!
A ÁRVORE GENEALÓGICA DOS COMPUTADORES
Qual o computador de última geração?
As mudanças são tão rápidas que ninguém sabe dizer com certeza. Mas é possível acompanhar a evolução de várias eras de computadores, que a maioria dos estudiosos divide em cinco gerações.
Acompanhe aqui a árvore genealógica da informática!
  • primeira geração : funcionando por meio de válvulas a vácuo, compreende o período de 1940 a 1952. As informações eram gravadas em cartões perfurados.
  • segunda geração : de 1953 a 1964, a partir de transistores. Com a diminuição do tamanho das máquinas, seu uso se estende à área administrativa e gerencial (antes era restrita ao campo científico e militar).
  • terceira geração : é a dos circuitos integrados, que reinaram de 1964 a 1971.
  • quarta geração : é a dos microprocessadores, até 1981. Os computadores ficam bem menores e surgem novas linguagens. Nasce a teleinformática (possibilidade de computadores trocarem dados entre si através de rede).
  • quinta geração : a partir de 1981, é a vez dos computadores pessoais (PCs) e VLSI, com alta velocidade e interatividade.
O SÉCULO DA INFORMÁTICA
E no século passado, o que aconteceu?
O primeiro computador eletromagnético surgiu nos Estados Unidos em 1937. Impulsionado pela guerra (acabara a Primeira Guerra Mundial e em breve despontaria a Segunda), o computador foi criado para calcular trajetórias de projéteis da Marinha, mas só ficou pronto depois que a Segunda Guerra acabou!
Foi também com o final da Segunda Guerra Mundial que nasceu o ENIAC, o pai dos computadores modernos. O sistema binário utilizado nos computadores atuais, contudo, só veio a ser utilizado em 1954, junto com a noção de programação, graças a John Von Newmann.
Mas os computadores da época eram muito limitados. E o pior; ocupavam um espaço enorme! Alguns ocupavam uma sala inteira - e estamos falando de salas grandes! O computador pessoal, que fica sobre uma mesa, ainda era um sonho distante.
Em 1959 surgiu um novo modelo com um espaço dez vezes menor e capacidade cem vezes maior. E isso ainda era muito pouco, comparado com o que temos hoje. O minicomputador ocupava o espaço de um quartinho pequeno. Foi com os micros que tudo mudou.
Fonte:

Dia da Informática



DIA DA INFORMÁTICA

A informática é, talvez, a área que mais influenciou o curso do século XX. Se hoje vivemos na Era da Informação, isto se deve ao avanço tecnológico na transmissão de dados e às novas facilidades de comunicação - ambos impensáveis sem a evolução dos computadores.
Existe informática em quase tudo que fazemos e em quase todos os produtos que consumimos. É muito difícil pensar em mudanças sem que em alguma parte do processo a informática não esteja envolvida.
Desde seus primórdios no século XX, quando possuía finalidade exclusivamente científica e militar, a informática já era usada pelos governos, como a Alemanha e os Estados Unidos. Ainda hoje, computadores são utilizados para rastrear e orientar naves e tanques, e também organizar planejamentos estratégicos e armazenar dados militares.
Os governos dos países utilizam a informática no recenseamento, agilizando sua apuração, e também para disponibilizá-la à população. É o que você pode conferir aqui no IBGE: oferecemos informação pela Internet e por softwares de recuperação de dados.
Os bancos também monitoram contas e cadastros através da informática; pessoas no mundo todo podem conversar em tempo real através de computadores; crianças podem aprender através da informática e já existem até cursos à distância facilitados pelo computador e pela Internet.
Sem os computadores, o homem não teria chegado à Lua; não poderíamos manter os satélites no espaço; não transmitiríamos as notícias tão rápido e com tamanho alcance; demoraríamos horas para conseguirmos certos resultados de cálculos ou determinadas pesquisas; certos aparelhos de hospitais não existiriam e os exames de laboratório não seriam tão precisos. E por aí vai...
ANTIGÜIDADE E INFORMÁTICA
A história da informática acompanha o processo de criar e armazenar dados, algo que já é feito desde a Antigüidade. A palavra vem da junção de dois vocábulos: informação e automática. Logo, a idéia de agilizar a recuperação de informações tem sido trabalhada há muito tempo, com a diferença que agora as mudanças são bem mais rápidas do que antes.
Repare bem: em 3.500 a.C., já havia o mais antigo instrumento de cálculo: o ábaco. Costuma-se dizer que o ábaco é o embrião da informática. Por quê? Porque foi o primeiro dispositivo de computação, mesmo que ainda usando meios mecânicos. Era composto de varetas ou barras e pequenas bolas, usadas para fazer contas.
Os chineses adaptaram o ábaco e, por volta de 2.500 a.C., nasceu um sistema chamado "Suan-Pan". Eram palitos empilhados que, dependendo da posição, mudavam de valor. Quando dispostos sobre uma tábua, era possível fazer cálculos com as quatro operações básicas.
ÀS VÉSPERAS DO SÉCULO XX
No século XIX, começaram a pipocar inventos com objetivo de "imitar" o pensamento, ou pelo menos suas funções de memória. Obviamente eram muito rudimentares em comparação às máquinas atuais, mas é interessante notar o caminho trilhado pelos cientistas da época. Eles estavam buscando desenvolver mecanismos automáticos (lembra da Revolução Industrial?) e entre eles estava o invento de Jacquard: uma espécie de tear automático, que fazia desenhos de acordo com o comando de algumas placas perfuradas.
O tecelão poderia variar o padrão do tear de acordo com as placas: cada uma dava um comando diferente. Este conceito foi uma das grandes influências ao se conceber o computador. Isto foi em 1801, e cerca de 30 anos depois, em 1834, foi a vez da famosa Máquina Analítica, do inglês Charles Babbage.
Babbage não pôde concluir a Máquina Analítica por falta de recursos, mas sua concepção foi revolucionária. Trazia os principais conceitos da informática: programas, memória, unidade de controle e periféricos de saída, utilizando também cartões perfurados.
O invento de Babbage inspirou o primeiro computador eletrônico-mecânico, em 1890. Com ele, o censo americano de 1890 saiu bem mais rápido: antes, levava sete anos para apurar os resultados; com o computador, pôde apurar em seis semanas!
A ÁRVORE GENEALÓGICA DOS COMPUTADORES
Qual o computador de última geração?
As mudanças são tão rápidas que ninguém sabe dizer com certeza. Mas é possível acompanhar a evolução de várias eras de computadores, que a maioria dos estudiosos divide em cinco gerações.
Acompanhe aqui a árvore genealógica da informática!
  • primeira geração : funcionando por meio de válvulas a vácuo, compreende o período de 1940 a 1952. As informações eram gravadas em cartões perfurados.
  • segunda geração : de 1953 a 1964, a partir de transistores. Com a diminuição do tamanho das máquinas, seu uso se estende à área administrativa e gerencial (antes era restrita ao campo científico e militar).
  • terceira geração : é a dos circuitos integrados, que reinaram de 1964 a 1971.
  • quarta geração : é a dos microprocessadores, até 1981. Os computadores ficam bem menores e surgem novas linguagens. Nasce a teleinformática (possibilidade de computadores trocarem dados entre si através de rede).
  • quinta geração : a partir de 1981, é a vez dos computadores pessoais (PCs) e VLSI, com alta velocidade e interatividade.
O SÉCULO DA INFORMÁTICA
E no século passado, o que aconteceu?
O primeiro computador eletromagnético surgiu nos Estados Unidos em 1937. Impulsionado pela guerra (acabara a Primeira Guerra Mundial e em breve despontaria a Segunda), o computador foi criado para calcular trajetórias de projéteis da Marinha, mas só ficou pronto depois que a Segunda Guerra acabou!
Foi também com o final da Segunda Guerra Mundial que nasceu o ENIAC, o pai dos computadores modernos. O sistema binário utilizado nos computadores atuais, contudo, só veio a ser utilizado em 1954, junto com a noção de programação, graças a John Von Newmann.
Mas os computadores da época eram muito limitados. E o pior; ocupavam um espaço enorme! Alguns ocupavam uma sala inteira - e estamos falando de salas grandes! O computador pessoal, que fica sobre uma mesa, ainda era um sonho distante.
Em 1959 surgiu um novo modelo com um espaço dez vezes menor e capacidade cem vezes maior. E isso ainda era muito pouco, comparado com o que temos hoje. O minicomputador ocupava o espaço de um quartinho pequeno. Foi com os micros que tudo mudou.
Fonte:

102 anos do nascimento de Burle Marx, "o artista da natureza".



Roberto Burle Marx (São Paulo4 de agosto de 1909 — Rio de Janeiro4 de junho de 1994) foi um artista plástico brasileiro, renomado internacionalmente ao exercer a profissão de arquiteto-paisagista. Morou grande parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde estão localizados seus principais trabalhos, embora sua obra possa ser encontrada ao redor de todo o mundo.

Era o quarto filho de Cecília Burle (de origem pernambucana e francesa) e de Wilhelm Marx, judeu alemão, nascido em Stuttgart e criado em Trier (cidade natal de Karl Marx, primo de seu avô).
A mãe, exímia pianista e cantora, despertou nos filhos o amor pela música e pelas plantas. Roberto a acompanhava, desde muito pequeno, nos cuidados diários com as rosas, begônias, antúrios, gladíolos, tinhorões e muitas outras espécies que plantava no seu jardim. Com a ama Ana Piascek aprendeu a preparar os canteiros e a observar a germinação das sementes do jardim e da horta.
O pai era um homem culto, amante da música erudita e da literatura europeia, preocupado com a educação dos filhos, aos quais ensinou alemão, embora se dedicasse aos negócios, como comerciante de couros, num curtume que mantinha em São Paulo.


Mudança para o Rio de Janeiro

Quando os negócios começam a ir mal em São Paulo, seu pai resolveu mudar-se para o Rio de Janeiro em 1913. A família viveu um tempo em casa de familiares e, quando a nova empresa de exportação e importação de couros de Wilhelm Marx começou a ter resultados positivos, finalmente se mudaram para um casarão no Leme. Nesse casarão, Burle Marx, então com 8 anos, começou a sua própria coleção de plantas e a cultivar suas mudas.


Período na Alemanha

Aos 19 anos, Burle Marx teve um problema nos olhos e a família se mudou para Alemanha em busca de tratamento. Permaneceram na Alemanha de1928 a 1929, onde Burle Marx entrou em contato com as vanguardas artísticas. Lá conheceu um Jardim Botânico com uma estufa mantendo vegetação brasileira, pela qual ficou fascinado.
As diversas exposições que visitou e, dentre as mais importantes, a de PicassoMatissePaul Klee e Van Gogh, lhe causaram grande impressão, levando-o à decisão de estudar pintura.

Formação acadêmica em Arquitetura (Belas Artes)

Durante a estada na Alemanha, Burle Marx estudou pintura no ateliê de Degner Klemn. De volta ao Rio de Janeiro, em 1930Lucio Costa, que era seu amigo e vizinho do Leme, o incentivou a ingressar na Escola Nacional de Belas Artes, atual Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Burle Marx conviveu na universidade com aqueles que se tornariam reconhecidos na arquitetura moderna brasileira: Oscar NiemeyerHélio Uchôa e Milton Roberto, entre outros.

Início do Paisagismo no Recife

O primeiro projeto de jardim público idealizado por Burle Marx foi a Praça de Casa Forte, no Recife, em 1934. Nesse mesmo ano assumiu o cargo de Diretor de Parques e Jardins do Departamento de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco, onde ainda lidava com um trabalho de inspiração levemente eclética, projetando mais de 10 praças. Nesse cargo, fez uso intenso da vegetação nativa nacional e começou a ganhar renome, sendo convidado a projetar os jardins do Edifício Gustavo Capanema (então Ministério da Educação e da Saúde). Em 1935, ao projetar a Praça Euclides da Cunha (a Praça do Internacional, conhecida também como Cactário Madalena) ornamentada com plantas da caatinga e do sertão nordestino, buscou livrar os jardins do "cunho europeu", semeando a alma brasileira e divulgando o "senso de brasilidade". Seu grupo do movimento arquitetônico modernista (junto com Luiz Nunes, da Diretoria de Arquitetura e Construção, e Attílio Correa Lima, responsável pelo Plano Urbanístico da cidade), ganhou opositores como Mário Melo e simpatizantes como Gilberto FreyreJoaquim Cardozo e Cícero Dias, com os quais sempre se reunia. Em 1937 criou o primeiro Parque Ecológico do Recife.
Igrejinha da Pampulha em BH

Inhotim -MG

Ruptura e modernidade

Sua participação na definição da Arquitetura Moderna Brasileira foi fundamental, tendo atuado nas equipes responsáveis por diversos projetos célebres. O terraço-jardim que projetou para o Edifício Gustavo Capanema é considerado um marco de ruptura no paisagismo brasileiro. Definido por vegetação nativa e formas sinuosas, o jardim (com espaços contemplativos e de estar) possuía uma configuração inédita no país e no mundo.
A partir daí, Burle Marx passou a trabalhar com uma linguagem bastante orgânica e evolutiva, identificando-a muito com vanguardas artísticas como a arte abstrata, o concretismo, o construtivismo, entre outras. As plantas baixas de seus projetos lembram em muitas vezes telas abstratas, nas quais os espaços criados privilegiam a formação de recantos e caminhos através dos elementos de vegetação nativa.

fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Burle_Marx

 

102 anos do nascimento de Burle Marx, "o artista da natureza".



Roberto Burle Marx (São Paulo4 de agosto de 1909 — Rio de Janeiro4 de junho de 1994) foi um artista plástico brasileiro, renomado internacionalmente ao exercer a profissão de arquiteto-paisagista. Morou grande parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde estão localizados seus principais trabalhos, embora sua obra possa ser encontrada ao redor de todo o mundo.

Era o quarto filho de Cecília Burle (de origem pernambucana e francesa) e de Wilhelm Marx, judeu alemão, nascido em Stuttgart e criado em Trier (cidade natal de Karl Marx, primo de seu avô).
A mãe, exímia pianista e cantora, despertou nos filhos o amor pela música e pelas plantas. Roberto a acompanhava, desde muito pequeno, nos cuidados diários com as rosas, begônias, antúrios, gladíolos, tinhorões e muitas outras espécies que plantava no seu jardim. Com a ama Ana Piascek aprendeu a preparar os canteiros e a observar a germinação das sementes do jardim e da horta.
O pai era um homem culto, amante da música erudita e da literatura europeia, preocupado com a educação dos filhos, aos quais ensinou alemão, embora se dedicasse aos negócios, como comerciante de couros, num curtume que mantinha em São Paulo.


Mudança para o Rio de Janeiro

Quando os negócios começam a ir mal em São Paulo, seu pai resolveu mudar-se para o Rio de Janeiro em 1913. A família viveu um tempo em casa de familiares e, quando a nova empresa de exportação e importação de couros de Wilhelm Marx começou a ter resultados positivos, finalmente se mudaram para um casarão no Leme. Nesse casarão, Burle Marx, então com 8 anos, começou a sua própria coleção de plantas e a cultivar suas mudas.


Período na Alemanha

Aos 19 anos, Burle Marx teve um problema nos olhos e a família se mudou para Alemanha em busca de tratamento. Permaneceram na Alemanha de1928 a 1929, onde Burle Marx entrou em contato com as vanguardas artísticas. Lá conheceu um Jardim Botânico com uma estufa mantendo vegetação brasileira, pela qual ficou fascinado.
As diversas exposições que visitou e, dentre as mais importantes, a de PicassoMatissePaul Klee e Van Gogh, lhe causaram grande impressão, levando-o à decisão de estudar pintura.

Formação acadêmica em Arquitetura (Belas Artes)

Durante a estada na Alemanha, Burle Marx estudou pintura no ateliê de Degner Klemn. De volta ao Rio de Janeiro, em 1930Lucio Costa, que era seu amigo e vizinho do Leme, o incentivou a ingressar na Escola Nacional de Belas Artes, atual Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Burle Marx conviveu na universidade com aqueles que se tornariam reconhecidos na arquitetura moderna brasileira: Oscar NiemeyerHélio Uchôa e Milton Roberto, entre outros.

Início do Paisagismo no Recife

O primeiro projeto de jardim público idealizado por Burle Marx foi a Praça de Casa Forte, no Recife, em 1934. Nesse mesmo ano assumiu o cargo de Diretor de Parques e Jardins do Departamento de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco, onde ainda lidava com um trabalho de inspiração levemente eclética, projetando mais de 10 praças. Nesse cargo, fez uso intenso da vegetação nativa nacional e começou a ganhar renome, sendo convidado a projetar os jardins do Edifício Gustavo Capanema (então Ministério da Educação e da Saúde). Em 1935, ao projetar a Praça Euclides da Cunha (a Praça do Internacional, conhecida também como Cactário Madalena) ornamentada com plantas da caatinga e do sertão nordestino, buscou livrar os jardins do "cunho europeu", semeando a alma brasileira e divulgando o "senso de brasilidade". Seu grupo do movimento arquitetônico modernista (junto com Luiz Nunes, da Diretoria de Arquitetura e Construção, e Attílio Correa Lima, responsável pelo Plano Urbanístico da cidade), ganhou opositores como Mário Melo e simpatizantes como Gilberto FreyreJoaquim Cardozo e Cícero Dias, com os quais sempre se reunia. Em 1937 criou o primeiro Parque Ecológico do Recife.
Igrejinha da Pampulha em BH

Inhotim -MG

Ruptura e modernidade

Sua participação na definição da Arquitetura Moderna Brasileira foi fundamental, tendo atuado nas equipes responsáveis por diversos projetos célebres. O terraço-jardim que projetou para o Edifício Gustavo Capanema é considerado um marco de ruptura no paisagismo brasileiro. Definido por vegetação nativa e formas sinuosas, o jardim (com espaços contemplativos e de estar) possuía uma configuração inédita no país e no mundo.
A partir daí, Burle Marx passou a trabalhar com uma linguagem bastante orgânica e evolutiva, identificando-a muito com vanguardas artísticas como a arte abstrata, o concretismo, o construtivismo, entre outras. As plantas baixas de seus projetos lembram em muitas vezes telas abstratas, nas quais os espaços criados privilegiam a formação de recantos e caminhos através dos elementos de vegetação nativa.

fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Burle_Marx

 

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